quarta-feira, 6 de abril de 2011

Quando a vida que escolhemos, não nos deixa aproveitar o que temos de melhor: A vida.


Bons momentos para todos.
Amigos queridos estava me lembrando da história de Jesus que “fala da melhor parte” está no diálogo entre Ele, Marta e Maria em (Lucas 10- 38, 42.)
“As duas querem receber bem a Jesus, Maria senta aos seus pés e fica a escutar, Marta ocupada com os afazeres, repreende Maria perguntando a Jesus se Ele não se importa de Maria deixa-la ocupar-se de todos os afazeres sozinha, onde Jesus diz: _ Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas, entretanto pouco é necessário, ou mesmo uma só coisa; Maria, pois escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada”.
Posso até deixar transparecer que acho que devemos ficar a nos ocuparmos só de palavras, ensinamentos, doutrinações que as vezes nos levam ao fanatismo. Não é nada disso, pois na minha concepção o que Jesus quis nos dizer foi que nosso tempo é precioso e devemos ocupa-lo com o melhor que a vida nos pode dar, ou seja, viver! E, para viver, não precisamos nos ocupar em demasia em coisas que escolhemos por vaidade, orgulho, ego exacerbado, aparências, exageros, falsas aparências, vontades doentes de aparecer, agradar, estrelar, estar “por cima”, “na moda”, “digno das exigências materialistas e competitivas”...
A Divindade é tão sábia e bondosa que nos favorece com os avanços tecnológicos para nos ajudar a “ganhar tempo” e aproveitar mais o tempo para viver, aprender, avançar, melhorar. Não, frequentando e ouvindo muitos sermões em instituições diversas, mas ouvindo, lendo, trocando ideias e compartilhando aprendizagens para viver melhor na prática da vida diária que o tempo perdido preenchendo as necessidades materialistas não nos permite.
Temos infinitos meios que nos facilitam a vida, mas eles não nos favorecem quando também temos infinitas necessidades;
·        De consumo;
·        De aparências;
·        De fome exagerada;
·        De ambições;
·        De acúmulos de bens;
·        De manias exageradas como, por exemplo, a limpeza;
·        De infinitas horas perdidas com a vaidade física etc.
São apenas pequenos exemplos, onde perdemos tempo demais nessas coisas todas, e dessa forma, perdemos nosso precioso viver, crescer, evoluir, ser melhor.
Não temos tempo para nada a não ser nos preocuparmos com insignificâncias que criamos para justamente atrasarmos nossa evolução impedindo nossa chegada a tão sonhada felicidade que está na eternidade da vida na imortalidade da alma.
Chico um dia foi criticado por ter apenas um terno e ele na sua humildade respondeu: - Ué, para que mais? Só tenho um corpo.
Não digo que temos que ter apenas uma roupa, ou um par de sapatos, mas temos inúmeros eletrodomésticos que nossa vaidade nos impõe para que possamos ter “menos trabalho”, mas temos inúmeras coisas que nem esses inúmeros objetos conseguem dar conta.
Hoje temos roupas mais fáceis de lavar e que nem precisam ser passadas, mas escolhemos as mais complicadas porque está na moda ou porque a outra é simples demais. Eu, nunca mais passei roupa. Todas as minhas roupas são simples de lavar e não necessitam de serem passadas e da família que cuido também, pois não permito que meu tempo seja perdido com coisas insignificantes. Se formos Doutores, existem roupas mais simples e fáceis que não nos diminuirão diante de nossos pacientes, se somos figuras ilustres e populares, podemos mostrar a simplicidade da vida e espalhar essa ideia já que somos referências. O consumismo, o materialismo, o exagero em sermos “eficientes” e “úteis” nos consomem e ajudam a alimentar nossos traumas, sentimentos de culpas e frustrações. Se nossa casa não está tão arrumadinha como nós achamos que nossa amiga gostaria que estivesse e ela vem nos visitar, relaxemos, pois se ela nos ama está ali para nos visitar e não visitar a nossa casa. Se vamos a algum encontro com amigos ou mesmo fazermos uma palestra, devemos ir confortáveis e simples, pois o que importa somos nós, seres viventes e não as armaduras que nos vestem.
Então, enquanto Marta se preocupava com o inevitável, que são as exigências da vida de forma exagerada, Maria em sua simplicidade aproveitava a melhor parte, já que aquele momento era um momento especial. Vamos olhar para a vida e perceber que ela na realidade não nos pede muito e até nos ajuda, dando uma mãozinha para a ciência através dos avanços tecnológicos e científicos, para que possamos ter mais tempo e aproveitarmos a melhor parte dela, vivendo sem estresses nem paranoias, nem exageros. Vamos viver simplesmente. Paz e amor para todos.

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