terça-feira, 5 de abril de 2011

Vamos pensar um pouquinho ?



SABEDORIA DE ÍNDIO

Uma noite, um velho índio falou ao seu neto sobre o combate que acontece dentro das pessoas.
Ele disse: - Há uma batalha entre dois lobos que vivem dentro de todos nós.
Um é Mau:
 - É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho falso, superioridade e ego.
O outro é Bom:
 - É alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.
O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô:
 - Qual lobo vence?
O velho índio respondeu:
- "Aquele que você alimenta! "

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Quando o envelhecimento do corpo prejudica o rejuvenescimento do espírito.




Bons momentos para todos!
Meus amigos, esse assunto é bastante delicado e dá “pano para manga” como dizem nossos “velhos” conhecidos.
Envelhecer não é tão fácil como parece e vamos vendo no espelho os músculos enfraquecendo, a pele amolecendo e perdendo a forma, a velocidade diminuindo, o rosto perdendo o frescor, as pálpebras caindo e os olhos afundando nas tristezas do que vemos.
Envelhecer o corpo material é perder o gosto de se olhar no espelho e a vontade de abrir um sorriso de satisfação, isso para a maioria das pessoas que ganharam longevidade com os recursos atuais e os avanços da medicina, porque antes se morria mais cedo e muitos não passavam por isso. Mas, com isso começou uma corrida frenética em busca dos “disfarces” que esses procedimentos favorecem esteticamente, provisoriamente e enganosamente “disfarçando” por um tempo a depressão total de se aceitar o “envelhecer”.
Sabemos que existem muitas pessoas que envelhecem dignamente e caridosamente consigo mesmas levando esse processo com sabedoria e aprendizagem, mas são raríssimas exceções. Não estou querendo exagerar, mas envelhecer hoje em dia é triste, depressivo e cruel. Isso na concepção de que todos os avanços e incentivos para a “terceira idade” não estão acompanhando o verdadeiro papel que é resgatar espiritualmente o envelhecimento que ali se encontra, elevando-o e preparando-o para evoluir, ou seja, envelhece o corpo que já vem com um espírito velho, buscam-se fórmulas para retardar esse envelhecimento ajudando na longevidade, mas não se renova o espírito numa ação paralela, pois as ações que mantem o corpo material “mais jovial”, não colaboram para a jovialidade do espírito.
O idoso fica idoso jovem, mas o espírito idoso continua idoso. Não foi lhe dado à chance de se renovar em conceitos morais e reforma íntima para transformar-se, pois os objetivos estão na matéria.
Ginástica, caminhada, plástica, rejuvenescimento químico dermatológico, vitaminas, implantes dentários, unhas postiças, cintas, roupas juvenis, hábitos que acompanham a juventude, reciclagem educativas como universidade para a terceira idade, artesanato, participação em instituições “dando um tempinho para a caridade”, programas de televisão valorizando o idoso etc.
Aplaudo tudo isso e acho que viver mais é uma oportunidade impar para nossa vida temporária aqui na Terra. Mas e o espírito? Ele também está sendo beneficiado com isso tudo ou continua “velho” equivocado em raízes profundas de hábitos trazidos das vidas vividas?
Vemos idosos:
Que caminham, mas continuam ranzinzas;
Que possuem “passes” nos transportes, mas que não são gentis;
Que se favoreceram com a medicina, mas continuam vaidosos e egoístas;
Que dançam, tomam chopinho, vão a bingos, saraus e encontros fraternos, mas que fofocam, criticam, perseguem, excluem;
Que se vestem bem e dirigem seus carros, mas ignoram as crianças dos sinais, os idosos nas calçadas, os “bêbados e drogados” da infelicidade;
Que viajam o mundo em excursões variadas que custam fortunas, mas que não ajudam uma creche, um asilo, um orfanato, uma mãe pedinte com um filho no colo;
Que participam fielmente em alguma instituição religiosa, mas tem preconceitos, ignoram os que chegam, não dão oportunidades e defendem com “unhas e dentes” seus “cargos” ali “conquistados”;
Que moram em casas confortáveis ou apartamentos enormes enquanto seus filhos ou netos amargam aluguéis;
Temos os idosos que foram privilegiados com a longevidade sem dispor de recursos nenhum para isso, apenas porque precisam desse tempo, mas muitos estão abandonados nos asilos da vida amargando suas “doenças” na solidão e temos os que aceitam sua “carcaça” sem reclamar e sem “exigir” nada de ninguém, mas também não “oferecem” nada a ninguém.
Ser idoso, transformar-se em um idoso participativo ou não, não quer dizer que ele está favorecendo o rejuvenescimento de sua alma e pensar no idoso das maneiras “politicamente corretas” é uma falsa maneira de se valorizá-lo, porque o cuidar do idoso implica na preocupação em orientá-lo para o verdadeiro motivo do envelhecimento que é o rejuvenescimento de seu espírito.
Deus é perfeito, nos criou simples e ignorantes, nos fez crescer e envelhecer na matéria e também envelhecemos nosso espírito com as reincidências dos nossos erros, e à medida que vamos avançando em sabedoria e conhecimentos, vamos renascendo nossas almas porque os erros milenares as envelheceram, mas as oportunidades concedidas a nós nos proporcionaram maneiras de resgatá-las trazendo-as para a inocência da infância. A nossa experiência Divinal só alcançaremos quando a nossa alma for criança inocente e sábia, não ignorante.

E devemos nos preocupar com isso, pois ao envelhecermos e cobrarmos de todos nossos direitos de “idosos”, devemos ter consciência de nossos papeis e da responsabilidade que é nossa em aceitar a roupagem material que nos cabe, trocando a roupagem espiritual na prática do amor pleno a todos e a nós mesmos. Dizemos sempre que a sabedoria só vem com a velhice, mas nem sempre, porque muitas vezes estamos velhos de alma velha, novos de alma nova, novos de alma velha, pois crescer espiritualmente não anda lado a lado com a velhice. Assim, se não buscarmos na estrada da nossa vida em que vamos envelhecer rejuvenescer nossa alma, viraremos aqueles velhos que precisam das leis, de cuidadores desconhecidos, pois as exigências feitas aos amigos e familiares são exagerados e cruéis fazendo-os afastarem-se ou continuarem ali ao lado tristes e infelizes. E,  quando “morrem” na carne, “nascem” velhos e se transformam em almas perdidas e obsessivas, pois inconformados com o tempo que perderam, passam a ser os obsessores da vida material.
Cuidemos de nossos velhinhos, mas cuidemos também para esclarecer a eles dando-lhes a chance de conhecer e aprender que o corpo serve para aprimorar o espírito e envelhecer é um coadjuvante do rejuvenescer da alma. Paz e amor a todos. Valéria Ribeiro.


sexta-feira, 1 de abril de 2011

Feliz aniversário Chico! Você vive em nossos corações.


Bons momentos para todos!
           Hoje dia 02 de Abril, dedico meu comentário ao nosso querido Chico que estaria fazendo 101 anos e especialmente a contribuição de valor incalculável de suas psicografias.
          Podemos acreditar no fator divisor da Doutrina dos espíritos entre Kardec e Chico, pois se nosso codificador traduziu a fórmula trazida por Jesus, Chico colocou-a em prática nos seus mais de 402 livros, todos psicografados com mensagens, ensinamentos, esclarecimentos e, sobretudo esperança aos que sofriam a perda de seus entes queridos. Chico trouxe consigo uma mediunidade plena, mas dentre todas as que possuía, a psicografia foi a que mais se destacou para a completa missão de caridade à humanidade.
          Em tempos onde o assunto mediunidade está ecoando por todos os lados, seja nos meios de comunicação em jornal, revistas (onde cada vez mais títulos encontramos nas bancas), nos documentários, pela internet no facebook, Orkut, rodas de conversas, filmes, novelas e muitos outros meios, observamos a curiosidade ainda existente em todas as classes. O que é ser médium? Ele é diferente? Tem algo especial? Talvez alguém nunca tenha ouvido falar de Zé Arigó, mas quem nunca ouviu falar de Chico Xavier? Nos centros espíritas vemos surgir diversos médiuns, são psicofônicos, psicográficos, videntes, audientes... Muitos emergindo para esse trabalho de labuta e beleza. Mas, o que quase ninguém sabe, são das angústias, das dúvidas, das inseguranças que os médiuns sentem e passam.    São responsabilidades que na fragilidade do corpo físico, esgotam e debilitam os trabalhadores do bem. Embora não devamos classifica-los como “seres especiais”, os médiuns estão sempre sujeitos às provas e ao olhar desconfiado dos que os rodeiam.
          Nossa homenagem a todos os médiuns e nossas preces emanando energia restauradora, pois suas mensagens trazidas pelos amigos espirituais reconfortam almas, revigoram ânimos e resgatam espíritos perdidos e equivocados.
          Nossos parabéns aos médiuns que abraçam com delicadeza e humildade essa humilde missão e parabéns as casas que acolhem e respeitam todos os médiuns que necessitam de apoio para concluírem seus compromissos por Jesus e para Jesus numa pequenina parcela somando forças a enorme parcela de contribuição missionária de Chico Xavier que mais que um médium foi um ser extraordinário em sua humildade, sabedoria e bondade e que hoje presta serviço lado a lado com nosso irmão Maior Jesus. Olhando, abençoando e zelando por todos nós. Paz e muito amor para todos. Valéria Ribeiro.
(Publiquei esse texto com pequenas alterações para o boletim da Instituição espírita UCEAVE/Saquarema. Em maio/junho de 2009).

quinta-feira, 31 de março de 2011

A transição Planetária começa com você. Recicle o seu lixo.


Bons momentos para todos!
          Hoje gostaria de falar com vocês sobre um assunto já um tanto batido, mas nem tanto entendido: A conservação do Planeta; mais especificamente a nossa contribuição na “sujeira geral” do Planeta na condição de como tratamos nosso lixo doméstico. É um assunto revirado ao avesso, mas que só fica no avesso, pois não é recolocado no lugar para que se eduque efetivamente nossa consciência e responsabilidade individual com o coletivo.
          Nos prédios, nos condomínios, nos shoppings, no comércio, nas escolas (principalmente nas escolas), nas praças e nas ruas, raramente você toma consciência de que eles estão mobilizados num projeto de reciclagem de lixo. Não me lembro de ver nesses lugares (é claro que existem exceções) lixeiras educativas, coloridas, chamativas para que as pessoas se “preocupem” em colaborar com a seleção daquele material descartável. Sei que existem interesses por trás disso tudo, já que se imporem-se muitas regras “chateia”, porque as pessoas (no geral) procuram aqueles lugares para “relaxarem”, portanto não devem “encher o saco” com “chateações” desse tipo.

           Nós humanos equivocados e ainda a caminho, nos enganamos no que seja desfrutar sadiamente de um lazer, de um momento de relaxamento e diversão. Via muito isso quando morava em Saquarema uma pequena cidade da Região dos Lagos. Eu mesma já fui assim, quando era “turista” não me preocupava com as necessidades e preservação daquele lugar (isso já faz muitos anos). Depois fui morar lá e vivi por doze anos naquele lugar maravilhoso com uma qualidade de vida ímpar e passei a amá-la e a me preocupar com sua saúde. Por isso entendo as pessoas que ainda não descobriram o valor ambiental do Planeta e tudo que fazemos para adoecê-lo. Mas, isso não quer dizer que não podemos nem devemos “acordar” e podemos fazer isso começando em nossa casa com nosso lixo.
          No meu prédio não se faz reciclagem, ainda não me envolvi com isso porque não sou proprietária aqui e não tenho direito de frequentar nem opinar sobre nada nas assembleias e resoluções. De qualquer forma, o meu lixo eu reciclo, guardo e levo para Saquarema nos fins de semana, pois lá na instituição que frequento temos um projeto ativo de reciclagem de lixo. Faço a minha parte.

          Hoje já encontramos lugares que recolhem pilhas, baterias, óleo (inclusive existe um projeto maravilhoso de confecção de sabão com o óleo usado) e outras coisas que agridem cruelmente a natureza. É só darmos um pouquinho de atenção às chamadas para isso. Podemos simplesmente depositá-los lá sem trabalho nenhum. Vamos abraçar essa causa propondo esses pequenos projetos em nossos locais visitados, frequentados e escolhidos.
André Luiz em Conduta Espírita através de nosso querido Chico nos aconselha.
“De alma agradecida e serena, abençoar a Natureza que o acalenta, protegendo, o quanto possível, todos os seres e todas as coisas na região em que respire. A Natureza consubstancia o santuário em que a sabedoria de Deus se torna visível.”
Emmanuel em O consolador também através de nosso querido Chico nos esclarece respondendo a pergunta 121.
O meio ambiente influi no espírito?
- “O meio ambiente em que a alma renasceu, muitas vezes constitui a prova expiatória; com poderosas influências sobre a personalidade, faz-se indispensável que o coração esclarecido coopere na sua transformação para o bem, melhorando e elevando as condições materiais e morais de todos os que vivem na sua zona de influenciação.”

          A preservação ambiental, a começar com a valorização da reciclagem é fator importante na contribuição da elevação humana e evolução Planetária. Recicle o seu lixo. Lixão nunca mais, trabalho e dignidade para aqueles que vivem dele.
Paz e muita luz para todos. Valéria Ribeiro.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Um índio - Caetano Veloso

Atendimento fraterno a todo instante.


Bons momentos!
          Queridos, gostaria de falar hoje de amor e do atendimento fraterno que é a pura expressão desse amor. Tive uma agradável experiência ontem confirmando as palavras de meu querido irmão José sobre a imensa possibilidade que temos hoje através da internet e a comunicação virtual. A possibilidade de compartilhar apoiando, incentivando e ajudando nossos irmãos em humanidade. Fiquei extremamente emocionada quando fui procurada por uma irmã que compartilhou comigo sua tristeza confiando e me dando a chance de espalhar o amor. Obrigada amiga! Espero ter humildemente te ajudado um pouquinho.
          O atendimento fraterno que é feito em diversas instituições é feito em particular e geralmente a portas fechadas (meio que como um confessionário, só que sem imposições, apenas orientações), são momentos que muitos irmãos encontram para desabafar e buscar apoio e luz para seus caminhos. Mas na verdade, a toda hora estamos fazendo ou recebendo esse atendimento fraterno. Numa conversa nas filas, numa troca no ônibus, numa oportunidade que damos do outro “falar” ouvindo-o com atenção, delicadeza e paciência.     Muita vez apenas um bom dia, um como vai e um vá com Deus já acalentou, acalmou e quem sabe não mudou uma ideia infeliz daquele irmão que teve por alguns segundos nossa atenção.

           Se nos conscientizarmos que nossa atenção é um bálsamo para tantos quantos nos dirigem a palavra e muitas vezes ignoramos, podemos mudar nossa ideia e passar a ajudar levando nosso conforto aquele que nos procuram.
 Vou contar uma experiência que aconteceu comigo e mudou meu modo de pensar. Outro dia fui ao mercado e passei por um “mendigo” um senhor que falou alguma coisa e que eu nem prestei a atenção e fui andando já estava voltando para casa com meu carrinho (daqueles de feira) apressada e afobada para fazer o almoço, apenas resmunguei “não tenho agora”, já pensando que ele queria dinheiro e maldosamente pensei “para beber”. Quando cheguei em casa “despertei” para o que tinha feito e correndo voltei ao local que era bem próximo da minha casa, ele já não estava mais lá. Fiquei arrasada! E puxando pela minha memória estava registrada a imagem por causa da nossa visão periférica, vemos, mas não prestamos atenção, mas fica registrada (por isso que quando passamos em algum lugar e falamos: - Já vim aqui! Às vezes é a nossa visão periférica que registra e guarda a imagem), mas voltando ao assunto; voltei para casa com a imagem daquela figura que pude constatar que era um idoso. Por que fiz aquilo? Perguntei-me. Porque não lhe dei atenção, não perguntei o que ele queria? Poderia ser apenas um pão (e eu tinha em meu carrinho) ou outra coisa qualquer. Se fosse dinheiro para bebida ou não cabia eu dar ou não, e a ele o livre arbítrio de beber ou não. Isso me transformou e desde então, não mais deixo de dar atenção a quem quer que seja, pois precisamos ser definitivamente o “samaritano que nosso amado irmão nos exemplificou com sua parábola”. Atendimento fraterno não precisa ser de porta fechada, precisa sim ser de coração aberto.
          Amamos quando valorizamos os “valores” dos outros com coerência e sabedoria, com orientação e ajuda.
          Muitos clamam por apenas um pouco de atenção, conforto nos seus problemas sejam eles quais forem. A vida é transitória na carne, hoje ajudamos, amanhã somos ajudados. E a vida vai vivendo com seus viventes aguardando enfim a humanidade humanitária e feliz. Paz a todos e contem comigo serei sempre um ouvido para vocês. Valéria Ribeiro.

segunda-feira, 28 de março de 2011