terça-feira, 9 de agosto de 2011

Psicografias que valem a atenção. Vamos pensar?






Bons momentos para todos!
CAROS AMIGOS:
 PARA CONHECIMENTO E REFLEXÃO

        
                                             “Amai-vos uns aos outros”  
 Há mais de 30 anos atuo numa região de recomposição e  resgate, muito conhecida pelos espíritas como “umbral”. Seria como o simbólico “purgatório” dos católicos.
Na última passagem fui padre, numa região do triângulo mineiro, onde tive, no início do Século recém findo, contato direto com o professor Eurypedes Barsanulfo, já que a cidade de Sacramento também pertencia à paróquia onde eu exercia o sacerdócio.
Por designação desse Apóstolo do Bem, sem méritos para isso, desde 1977 coordeno o trabalho de apoio e recuperação de irmãos que, encarnados, possuíam talentos artísticos, sobretudo musicais. Meu relato agora se refere a outro tipo.
 Tenho observado, aqui no umbral, um significativo aumento da população espírita, com pessoas de significativo conhecimento doutrinário, principalmente nas regiões mais inferiores, onde os humores são muito pesados, com insuportável calor, alternado por frios inclementes, lama e substâncias gelatinosas, caldos de cheiro repelente e aparência repugnante.
É o que chamamos aqui simplesmente de “poço”. Importante observar que a revolta do ser simples tem uma aparência e efeitos ruins a seu redor, mas a do culto, ilustrado, ornado com títulos e saberes, é um espetáculo tenebroso, na acepção mais perversa do termo.
O espectro semelhante a lavas vulcânicas, que se forma em torno e sobre esses pobres irmãos, é arrepiante, tremendo, auto-gerados, com formações próprias, na insubordinação. Uma barrela de tons lúgubres, malcheirosos.
                       
E nos informam os obreiros que trabalham no socorro a estes infelizes seres, da dificuldade em fazer com que eles se recomponham. Porque àquele que não conhece a Verdade, ou dela pouco sabe, quando a descobre, dissolve suas culpas no arrependimento, e se transforma, em pouco tempo.
Mas, o que dizer ao que detém conhecimentos e informações que costumam estar até acima dos que os abordam? Com isso, geram uma forte energia negativa, sulfurosa, que remonta às visões de Alighieri sobre o inferno.
A revolta provém das dores intensas produzidas nas quedas morais e mentais, que carregaram consigo. As reações ânimo-energéticas afetam as estruturas do perispírito retido, causando dor profunda, contínua.
E os irmãos, evoluídos em teoria, mas falhos em algumas atitudes definidas como muito graves, não aceitam a prova, rebelando-se na maior parte das vezes. E clamam por Jesus, por Deus, pelos amigos que estejam em posição superior.
A maioria passou na existência carnal grande tempo a pregar, sem vivenciar. Mas, devido à gravidade dos erros acumulados, precisam atravessar períodos de expiações, que agravados pela contumácia são ampliados, elastecidos.
É importante observar que, o maior sofrimento e a dose de mais intensa prova geralmente são conferidas aos religiosos de todos os segmentos, e sobretudo, ultimamente, aos espíritas. Isso nos faz lembrar Jesus, na advertência de que ao que muito for dado, muito será pedido.
E quais são essas faltas de tamanha gravidade? Muitas vezes as cometemos sem nos darmos conta de sua profundidade. Este é o fundamental objetivo dessa mensagem.
Exemplifico- Certo dirigente espírita das Minas Gerais, de grande vulto. conhecido pela erudição e liderança, ao se encaminhar, após o desencarne consciente, para o setor de triagem, se surpreendeu por ser designado às regiões umbralinas.
Sob a acusação de discriminação, racismo e orgulho aviltado, foi-lhe mostrado, na tela da vida, os atos e os efeitos, que produziram feridas morais enormes nos atingidos e precipitaram discípulos e seguidores em erros também de grande monta.
E tudo estava sintetizado em um pequeno folheto, um impresso, de dimensões pequenas, que trazia um trecho da chamada “Pureza Doutrinária”. Nesse informe alertava ao mundo sobre a Verdade da Doutrina espírita, da necessidade em seguir Kardec (O Codificador sempre reagiu a isso, pedindo, ao revés, que sigamos Jesus), e condenava veementemente aos cultos místicos, a que chamou de supersticiosos e inferiores, citando de modo  condenatório, pessoas que usavam o termo “espírita” para trabalhos em terreiros, e em outros locais, numa inclemente censura aos praticantes dos atos de magia, esoterismo e de origem africana.
Cerca de 800 mil desses folhetos já foram distribuídos, em diversas impressões, espalhados em muitos lugares, o que, infelizmente continua até hoje. Nessa miscelânea, e baseado na “bula” muitos julgaram poder agredir, ou mesmo desprezar os que, por razões diversas, decidem por práticas diferentes do culto a Deus.
Aí, o “ não julgueis para não serdes julgados” era mera teoria. E o “amai-vos uns aos outros” se esquadrinhava apenas nos limites dos festivos salões de palestras. Acolher, ensinar, orientar, compreender não servia.
Os méritos conseguidos em vida pelo esforçado dirigente eram grandes, mas, a quota de dívidas auferida pelos efeitos de tão desastrosa empreitada era muito maior.
Sofre muito ainda o nosso irmão. E isso prosseguirá até que compreenda e se arrependa, de verdade. O radicalismo de uma ortodoxia discriminatória é um grave e deletério descaminho.
Temos rogado em nossas orações para que a consciência venha rápida. Não tem vindo, pois ele insiste em ser socorrido por altas patentes celestes.
Jesus, e todas as doutrinas e religiões que dEle se derivam não precisam de defensores, menos de fiscais. O punho cerrado tem que ser trocado pela mão estendida. Acreditamos que o Mestre espere menos marimbondos e mais abelhas!
Propagar, difundir, espalhar, ensinar os preceitos firmados pelo Divino Mestre é indispensável. Porém, jamais devemos nos descuidar das frestas por onde entra o mal, ou por onde sai o ódio, que podem, como temos assistido, intoxicar e comprometer todo o bem que é feito, às vezes de uma vida inteira.
“Amai-vos e instruí-vos”, na exortação do ínclito codificador aos espíritas não cria privilégios nem superioridade formal, mas aumenta a responsabilidade em servir, em praticar, indiscriminadamente, o amor de Cristo!
Muitos destes deteriorados irmãos, vigiaram os outros, o mundo, e se esqueceram de vigiarem-se a si próprios.
Assim, assistimos a subida a planos luminosos de caridosos seres, que passaram pela vida sem grandes conhecimentos, mas auxiliaram na elevação e no Bem ao semelhante, mesmo porfiando em humildes e despojados terreiros, tendas, barracos e cafuas.
Enquanto isso, laureados e amedalhados “doutores de Deus” são conduzidos a regiões pantanosas e de sofrimento, para o acerto de contas, inevitável, com as próprias consciências. Enquanto descem, imploram o apoio de amigos e exigem, sem eco, a ajuda e intercessão do Papa, Lutero, Kardec, Chico Xavier e outros. Em vão.
- Pe Aldo -   Mensagem recebida pelo médium Arael Magnus em sessão pública no Celest- Centro Espírita Luz na Estrada, em 17 de Janeiro de 2009. Fundoamor- Fundação Operatta de Amparo e Orientação- Sabará MG- fundoamo@hotmail.com 
Paz e muito amor. Valéria Ribeiro. 

sábado, 6 de agosto de 2011

Quando a solidão é usada como arma de ataque.




Bons momentos para todos!

Queridos amigos estava pensando na solidão e seus vários modos a nos acompanhar.
Temos a solidão a dois, a três na multidão e como disse Cazuza “Solidão a dois de dia faz calor, depois faz frio”... É um comichão nos atazanando querendo dizer que falta algo. Mas o que?
Na verdade vivemos nosso egoísmo onde só nos satisfazemos com aquilo que gostamos e achamos que o outro também precisa “acompanhar” esse gosto querendo que ele seja respeitado, mas não respeitamos o do outro. Claro que existem as solidões depressivas, doentias onde a emoção está fechada para qualquer coisa, não é desta que estou falando e sim da chamada solidão que se aplaca por não se ter as vontades, os desejos e as escolhas compartilhadas na hora em que elas chamam.  Isso é característico em pessoas individualistas e egocêntricas. É a chantagem principal para “arrasar” com o outro quando tem suas prioridades “desprezadas” pelos os que o rodeiam. Acontece nas melhores famílias e sempre é sofrível para elas.
Não digo que não é sofrível também para o chantagista em questão, mas o ferimento é mais grave nos que esperam dessa pessoa muito mais que satisfação de desejos.
Quando os espaços são respeitados em suas individualidades equilibrando a troca, não mais caberá a desculpa da solidão que é vinda da insatisfação de se lidar com as negações das cobranças que cada um faz em seu favor. Delicadamente e naturalmente os gostos se misturarão em harmonia, cedendo prazer para cada um, não permitindo essa tal solidão egoísta.
 Aceitar cada um como é sem cobrar mudança não deveria ser unilateral no relacionamento, seja ele qual for. Mesmo sabendo que sempre um cede um pouco mais que o outro ou até mesmo totalmente, as partes precisam se harmonizar. Vejamos alguns exemplos: Porque somos amigos não necessariamente precisamos ir à praia juntos caso uma parte não goste. Se formamos um casal, os dois não precisam madrugar juntos só porque um dos dois é adepto do esporte matinal. Se formamos uma família não precisa que todos obrigatoriamente sentem à mesa na hora da refeição porque isso significa “família”, pois família são amor e respeito mútuo e assim por diante...
A solidão se instala no indivíduo na insatisfação de ser contrariado ou na inveja de ver o outro bem em sua rotina onde não necessariamente está subjugada a ele. Seus desejos não estão incluídos naquela rotina onde o outro se sente feliz. É um relacionamento onde impera o amor equivocado, carnal e conveniente e muitas vezes quando o carnal não mais satisfaz ficando a conveniência e essa está atrelada aos desejos insatisfeitos, a solidão é a desculpa para transferir para o outro a culpa. Geralmente acontece quando uma das partes sempre esteve em situação “dominante” e se vê diante de um dominado se libertando. Isso afeta seu ego e acende a luz vermelha do “tirano interior” que vê suas presas se libertando.
Parece cruel demais, exagerado demais, forte demais, mas não é. É isso mesmo que acontece com aquele ser que estava acostumado a ditar ordens e normas individualizando a relação, cuja parte estava acostumada e mansamente aceitava, mesmo que vez em quando protestasse. Fácil perceber naquele marido que tira a esposa do trabalho e passa a “sustentar” a família achando que isso é o principal colocando-se como o rei do pedaço. Isso nos dias de hoje também acontece com muitas mulheres cujos maridos não tiveram a mesma sorte no mercado de trabalho. Quando a parte oprimida acorda e a parte opressora percebe esta usa a insatisfação, a solidão e a depressão como armas contra a rebeldia da parte oprimida, assim instalando nela o peso da culpa. Vamos acordar! Vamos amar mais, respeitar os espaços, dividir os gostos e as satisfações ou então como dizia o velho ditado... Amam-se ou deixam-se.
E como disse cazuza... "Viver é bom nas curvas da estrada solidão que nada"...
Para vocês com carinho as letras das músicas que cazuza cantava e que têm como ponto principal a solidão. Cazuza me parecia um egoísta solitário. Não estou querendo ofendê-lo, gosto de muitas de suas músicas, mas sua vida mostrou que o valor que ele dava era apenas ao seu querer achando-se indestrutível.
Paz e muito amor para todos. Valéria Ribeiro.
Composição: Cazuza
Solidão a dois de dia
Faz calor, depois faz frio
Você diz "já foi" e eu concordo contigo
Você sai de perto, eu penso em suicídio
Mas no fundo eu nem ligo
Você sempre volta com as mesmas notícias
Eu queria ter uma bomba
Um flit paralisante qualquer
Pra poder me livrar
Do prático efeito
Das tuas frases feitas
Das tuas noites perfeitas
Solidão a dois de dia
Faz calor, depois faz frio
Você diz "já foi" e eu concordo contigo
Você sai de perto eu penso em homicídio
Mas no fundo eu nem ligo
Você sempre volta com as mesmas notícias
Eu queria ter uma bomba
Um flit paralisante qualquer
Pra poder te negar
Bem no último instante
Meu mundo que você não vê
Meu sonho que você não crê

Solidão Que Nada
Composição: Cazuza / Nilo Roméro / George Israel
Cada aeroporto
É um nome num papel
Um novo rosto
Atrás do mesmo véu
Alguém me espera
E adivinha no céu
Que meu novo nome é
Um estranho que me quer
E eu quero tudo
No próximo hotel
Por mar, por terra
Ou via Embratel
Ela é um satélite
E só quer me amar
Mas não há promessas, não
É só um novo lugar
Viver é bom
Nas curvas da estrada
Solidão, que nada
Viver é bom
Partida e chegada
Solidão, que nada

terça-feira, 26 de julho de 2011

Bullyng não acontece só na escola.




Bons momentos para todos.
Meus queridos amigos estava lendo uma revista que gosto muito e fiquei bastante interessada numa matéria que fala sobre o bullyng nos hospitais mais especificamente de médicos contra enfermeiros, mas também acontece muito de médicos contra pacientes e neste caso podemos  incluir os enfermeiros repetindo o erro com os doentes. É o efeito cascata.
Isto me abriu a mente e me fez prestar atenção para a constatação de que isso acontece em todos os âmbitos da convivência humana.
Concentramo-nos nas escolas pela grande evidência e consequência que este ato demonstra de maneira nociva em nossas crianças, adolescentes e jovens em suas rotinas estudantis atrapalhando muito as suas evoluções intelectuais e emocionais. Mas, se prestarmos atenção, vamos notar que o bullyng acontece a todo instante em nossas vidas. No ambiente doméstico, quando pais agem com ignorância e muitas vezes praticando a tortura psicológica com seus filhos. Irmãos que perseguem e exploram os mais fracos e vulneráveis. Namorados que se perseguem e exploram sejam sexualmente, seja com tirania e sempre sendo o mais fraco e inseguro quem mais sofre. No trabalho encontramos chefes déspotas, colegas que perseguem e disputas que levam a busca por posições que fazem com que o desrespeito e manobras provoquem a queda dos que são mais frágeis. Vizinhos que “pegam no pé” e pressionam impunimente os mais tímidos e intimidam os síndicos mais inexperientes.
Sofrer bullyng não é só ser chamado de gordo, magro, feio e esquisito. É também sofrer pressões, desprezos, exclusões. No trânsito o carro menor e menos potente é perseguido e fechado pelo mais moderno veloz e se há alguma reação de indignidade do condutor do carro mais simples, geralmente é ofendido e até perseguido pelo condutor do “carrão”. São os bullyngs do dia a dia que não percebemos de imediato, mas que nos fazem sofrer.
Em minha opinião, o bullyng está vinculado à má formação emocional e a má condução dos sentimentos humanos. É a “defesa” de quem fere por medo de ser ferido. Aproveitam-se das capacidades diferenciadas dos outros farejando suas fraquezas, assim intimidando-os usando o que “pensam” serem as suas forças, ou seja, a beleza, a vitalidade, a esperteza, etc.
Se alguém demonstra alguma inibição ou não condição em acompanhar algo é explorado e literalmente "esmagado" até a última gota. O negócio é debilitar, sugar e explorar o outro. A lei do mais forte por um lado e a lei de Gerson por outro. E assim, muitas coisas acontecem em consequência dessa pressão pondo muitas vezes em risco o doente quando o médico se acha dono da verdade e dá um diagnóstico ou medicamento errado que é percebido pelo enfermeiro que por medo não faz nada. O aluno que se esquiva e se cala diante da atitude do professor quando é indagado ou questionado a respeito de um tema, onde a explicação não se adequa. É o bom profissional que desenvolve algo novo e revolucionário e é literalmente passado para trás pelos colegas e não luta por seus direitos por timidez ou por medo de perder os “amigos” ou mesmo o emprego. É o novo membro daquela Instituição religiosa que se destaca ou que tem boas ideias ou mesmo alguns questionamentos e é perseguido pelos veteranos colocando-o “no seu devido lugar”. Neste caso, tenho experiência, pois já sofri isso e outros tantos bullings citados acima. E por aí vai...
O melhor é tentarmos superar as situações pela qual passamos de maneira a não deixar que marquem nossas almas.
Bullyng não é exclusividade da escola, o mundo todo sofre bullyng a todo instante e à medida que vamos desenvolvendo o nosso amor, aquele que Jesus pregou, vamos respeitando o próximo não mais fazendo a ele o que não queremos para nós e por fim os bullyngs se acabarão.
Paz e muito amor para todos. Valéria Ribeiro.    

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Quando o medo de morrer nos faz parar de viver.


Bons momentos para todos!
Queridos amigos, estive um pouco afastada da inspiração. Não sei, talvez seja porque meu tempo esteja muito sobrecarregado de “compromissos” exatamente, coloco entre aspas porque nossos compromissos por serem construídos por nós não podem ser considerados responsáveis por nossas desculpas. Comprometemo-nos porque queremos e sem querer exagerar na definição digo que as decisões em iniciar nossos compromissos são nossas mesmas. Mas isso é outra coisa. Na verdade o que me traz a este discurso é  um de meus “compromissos” a situação em que vivo na convivência com meu pai. A cada dia fico mais intrigada com a vida que ele escolheu consciente ou inconscientemente para “viver” entre aspas também, pois literalmente ele não vive, pois “morre” de medo de morrer.
Já fiz de tudo. Falei da Doutrina dos espíritos para ele o que ele nem quer ouvir falar, o presenteei com o livro Quem tem medo da morte do Richard Simonett numa ocasião e ele nem tocou. Terapia nem pensar! Não aceita. A síndrome do pânico que ele apresenta deriva de tudo que existe, pois para ele tudo pode mata-lo. Um dia a água está contaminada, outro a comida envenenada, andar faz mal, remédio mata. Não sai de casa, fica deitado quase que vinte e quatro horas só levantando para fazer as necessidades, comer alguma coisa e de quando em quando tomar banho. Sei que muitas vezes a idade avançada pode nos trazer depressões e estados emocionais que nos isolam, mas no caso dele é a morte que o isola. Morrer faz parte do seu dia a dia já que só fala nisso. Fico até desconfiada quando ouço e me vejo crente da teoria que atraímos para nós o que queremos, pois meu pai vive pensando na morte e com oitenta e dois anos de idade seus exames parecem os de um adolescente que vende saúde. Concordo que o estado mental comanda o corpo, mas o medo da morte não atraiu a morte do corpo para ele, pelo contrário afastou. Acho eu. Também concordo que ele vive como “morto”, pois não vive, não tem prazer, felicidade, alegria, motivação. Sua comida é sem graça, seu dia é sem graça, sua família não lhe estimula por mais que tente.
Meu pai é viúvo e embora tivesse oportunidade de ter uma companhia e teve, dispensou pouco depois, nunca morou sozinho. Sempre moramos juntos e mesmo quando minha filha mais velha casou, morou com a gente por um tempo e ainda moramos com a minha filha mais nova.  Mora com a família tem tudo, conforto, alimento, plano de saúde, aposentadoria, companhia, tudo que muita gente não tem. Com tudo isso, não vê televisão, não lê, não assiste a um filme, não sai de casa para nada. Ouve rádio, mas apenas para ouvir as desgraças da vida e repassá-las para nós. Não deseja boa sorte, vai com Deus nem felicidades. Quando nos despedimos para irmos a algum lugar só evidencia as possíveis “desgraças” que podem acontecer. É um verdadeiro urubulino como já brincava Chico Anízio em seu programa.
Não falo tudo isso para expô-lo nem ridicularizá-lo, apenas o coloco como exemplo verdadeiro do “morto-vivo” literalmente. E isso não me alegra, nem me deixa feliz, pelo contrário, me entristece muito e cada dia me faz querer viver intensamente aproveitando e agradecendo cada momento, cada dia, cada oportunidade de fazer alguma coisa, ser útil, construir e desenvolver algo para que possa sentir a vida fluir com alegria. Procuro me auto imunizar dessa sintonia e influência triste. Assim, me comprometo com meus compromissos diversos criando, executando, transformando meus dias construindo e estimulando vida ativa e forte.
Quando temos opção para não nos comprometermos muito com os compromissos como disse antes, pois a escolha é nossa, não quis dizer que é ruim, pois nossos compromissos nos assinalam movimento, ação, vida! Devemos somente dividir melhor para que não nos sobrecarreguemos de afazeres maçantes e desgastantes.  Precisamos querer viver para viver, amar viver para nos sentirmos vivos valorizando cada instante sem medos nem fugas.
Quando nascemos já estamos “morrendo”, ou melhor, nascemos para aprendermos a morrer e quando cremos na verdadeira vida que é aquela que anula a morte não tememos morrer, pois ela não existe. Aproveitar a vida adequadamente sem exageros e com consciência nos faz viver realmente. O medo da morte que anula a vida mata a oportunidade do espírito de viver as experiências, porque o medo entristece, isola  e por incrível que pareça não mata apenas nos condena a estarmos mortos em vida. Assim, quando efetivamente a morte chegar, trará o medo de viver, pois morrer aqui é renascer em espírito e o medo daqui é transportado para lá e o medo de morrer aqui continuará no medo de viver lá.
Paz e amor para todos. Valéria Ribeiro.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Honestidade o que é isso?




Bons momentos para todos.
Queridos amigos sei que esse assunto é deveras complicado, mas é importante falar sobre ele.
Por que é tão difícil ser transparente e honesto no falar, no agir e no pensar? Jesus nos falou que não pecamos apenas pelos nossos atos, mas também pelos pensamentos e pelo que falamos por isso o melhor é vigiar e orar.
Vigiar para não escorregarmos e orar para que possamos obter ajuda nesse intuito.  Conjugar o “verbo” honestidade nas três formas realmente é muito difícil, pois pensar honestamente, falar honestamente e agir honestamente implicam em nunca mentir e não mentir é quase impossível. Muitas vezes nos pegamos na omissão. - Eu não menti, apenas omiti. Falamos na maior cara de pau. Omitir também é mentir. – Mas o melhor para o caso era não falar. Completamos. Depende, pois se a opção foi omitir era porque partiu de algo que não é bom. O que é bom não precisa de omissão. É complicado mesmo e vivemos um conflito por isso.
A empregada é honestíssima, mas prefere ficar calada quando quebra um objeto. O marido é fidelíssimo, mas prefere se calar por ter gostado daquela “cantada” da colega. O padeiro é do bem, mas exagera no brometo do pãozinho de cada dia.
Somos todos do bem até que a pimenta arde no olho do outro e olhamos nossos interesses sejam quais eles forem.
Sabemos que estamos superfaturando aquele imóvel que pretendemos vender, mas se alguém aceita o que tem isso? Sabemos que priorizamos o materialismo por isso falhamos com nossos filhos lhes dando menos atenção e tempo, mas não levamos em consideração, já que “não lhes faltam nada”. Mentimos para nós mesmos sendo desonestos com nossos compromissos de “cuidadores”. Arrumamos atestados para não trabalhar, doenças para aposentar, desculpas para escolhas absurdas. Escutamos a toda hora diálogos do tipo: - Sou do bem! Não machuco ninguém e pago minhas dívidas em dia. Fala um.
- Eu também! Sou correto e honesto. Não prejudico ninguém! Responde o outro.
Não quero criar polêmica até porque sei perfeitamente que estamos a caminho e estamos tentando sermos os melhores possíveis. Nem quero generalizar transformando a honestidade em algo totalmente impossível. Quero apenas ressaltar que ser honesto implica na totalidade dela, ou seja, não mentir, não enganar, não omitir, não pensar mal do outro, não falar o que não deve. Não xingar, não mal dizer, não tentar lucrar em cima do desejo do outro, não invejar, não... É infinito... Muitas vezes somos quase que totalmente honestos no trato com nossos sentimentos em relação com o outro. É preciso pensar muito sobre o não querer para o outro o que não querermos para nós e isso só acontecerá quando realmente amarmos uns aos outros verdadeiramente. O que repito, é ainda quase impossível. Sempre nos acharemos injustiçados em alguma coisa o que evidencia a pobreza de sentimentos. É necessário treinar nossos sentimentos na prática do dia a dia, perdoando, aceitando e praticando o desprendimento de si mesmo. Valorizando o espírito e sua evolução na natureza igualamo-nos em necessidades e direitos respeitando a si e ao outro, assim dividindo espaço e oportunidade e enfim, Amando. Se Jesus é o espírito mais evoluído que esteve entre nós encarnados e estamos ainda muito distante Dele, como nos dizer honestos se mentimos para nós mesmos na capacidade de amarmos?  Fomos criados simples e ignorantes. Puros. Fomos aos poucos desvirtuando e desaprendendo a pureza. Agora precisaremos também aos poucos reaprender a pureza e aprender a amar. No meu entendimento só conseguiremos isso numa transformação íntima muito delicada que é o amor íntimo, o perdão íntimo e a aceitação dessa limitação. Só assim teremos a paciência necessária uns com os outros para reformularmos nossas condutas no relacionamento mútuo. Sendo honestos conosco nos aceitando “doentes” podemos achar a cura tornando mais fácil a nossa recolocação no universo da criação contribuindo efetivamente para a sua manutenção e desenvolvimento. Vamos acender a nossa luz e nos tornar deuses como recomendou nosso irmão maior. Valéria Ribeiro.