domingo, 19 de dezembro de 2010

Deus,Jesus e nós




Olhamos para o céu e procuramos em nossa lembrança a imagem retratada pelos artistas em sua melhor expressão; Jesus.
     Vivemos sempre o dilema de nos aproximarmos Dele, pois a impossibilidade inculcada em nós nesses séculos de vindas e idas nos distanciou e nos dificultou em aceitá-lo como possibilidade de realização em nós.
     Através da Doutrina espírita soubemos que Jesus é o espírito mais evoluído que reencarnou no Planeta Terra e os espíritos também nos informaram que Ele é o eleito Governador do nosso Planeta. Mas, o que não nos foi esclarecido e explicado é que Ele para se tornar um espírito de tamanha envergadura precisou vivenciar existências de vidas na matéria, que foi criado simples e ignorante e que precisou evoluir passando por processos igualmente proporcionados a todos os seres criados pelo Pai. Simples assim.
     Ter consciência disso nos aproxima Dele, faz Dele possível a nós, desmistifica sua imagem impossível e inacessível. Vendo dessa forma nos faz possível uma evolução tanto quanto a Sua. De certo que serão passos longos, dolorosos e difíceis, mais para uns, menos para outros, mas possível.
      Jesus traçou a Sua estrada. A estrada Dele. Nós traçamos a nossa estrada, pois somos individualidades. Não devemos querer seguir na estrada de Jesus, o que devemos procurar é trazer até nós o exemplo de seus atos conquistados por Ele em sua estrada.
     Trazendo para a nossa estrada seus exemplos, poderemos traçar novos rumos evolutivos para nós. Jesus em sua caminhada evolutiva chegou a perfeição e traçou em seu rumo o mapa do amor. Ao invés de seguir a diante em seus passos, retornou, se comprometeu com seus irmãos e dividiu conosco sua aprendizagem. Assim como um irmão mais velho que pega na mão de seus irmãos menores e os conduz a seu exemplo para o futuro. Há aqueles que rebeldes se soltam e querem andar sozinhos, Há aqueles que o seguem ao exemplo e se formam em independência esplêndida.
     Tiremos de nossa mente a imagem de Jesus santificada e caricata dos quadros ao qual nos admiramos às lagrimas. Busquemos Jesus o homem, o irmão que cada um imagina a sua maneira seja louro, moreno, pardo ou negro. Apenas homem, o filho do Pai tanto quanto nós. Assim poderemos nos aproximar Dele verdadeiramente e assimilar os seus exemplos como possíveis de segui-los.
     Quando conseguirmos ver Jesus como nosso irmão, concreto em Sua vivência aqui conosco em uma época, poderemos buscá-lo verdadeiramente em cada um de nós facilitando achá-lo também no próximo.
Ele disse “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”,
     Vemos Jesus como nosso irmão e assim vemos Deus como nosso Pai. Quando nosso irmão disse “O meu Pai me enviou” quis apenas dar ênfase à importância de sua missão, mas em momento algum Jesus disse que o Pai era somente Dele.
     Sendo o Pai de todos nós, então podemos definitivamente nos certificar que Ele não privilegia ninguém e certamente terá uma missão para cada um de nós.
     A possibilidade de nos igualarmos um dia ao nosso irmão Jesus, facilita para nós o respeito por nós mesmos e pelo próximo. Portanto, ao olharmos para os nossos próximos que verdadeiramente são os nossos irmãos, poderemos buscar neles um pouquinho de Jesus, assim todo respeito e amor que sentimos por Ele sentiremos também por eles.
     Nas imperfeições ainda contidas em nós e nos outros podemos buscar algo de bom. Se nosso vizinho é bondoso, busquemos Jesus na bondade dele, se nosso irmão consangüíneo é paciente, busquemos Jesus na paciência dele, se nosso colega de trabalho é equilibrado, busquemos Jesus no equilíbrio dele, se nossa esposa é atenciosa, busquemos Jesus na atenção dela, pois ninguém é ruim de todo e nos mais cruéis dos homens bate um coração. Então, busquemos em cada um o que possui de bom e busquemos o bom de Jesus em cada um, desta forma estaremos olhando nosso próximo, nosso irmão como possibilidade de um dia chegar junto a Ele que é o nosso irmão maior, pois devemos viver de possibilidades e não de fantasias. Se a nossa aproximação de Jesus nos for impossível, nunca conseguiremos possibilitar nem a nós nem a ninguém a ascensão.
     Jesus existiu junto a nós em matéria e agora vive em espírito, sempre a nos auxiliar. Nos aproximando Dele, na possibilidade Dele também um dia ter sido como nós, nos dará a segurança de verdadeiramente evoluirmos. Ele veio para exemplificar o ensinamento, não precisamos ruminar verbos nas mais diversas traduções e interpretações, pois na verdade Jesus nada escreveu. FEZ.
     Procuremos em cada um o exemplo que Jesus nos deu montando o mosaico da evolução em busca da felicidade prometida e na certeza que encontraremos, respeitemos esse pedacinho de Jesus em cada um amando-o como se a Ele fosse, pois se Jesus está em nosso vizinho, colega, familiar, amigo, professor, colaborador, comerciante, concorrente, inimigo, nos animais, na natureza e em nós mesmos, amar ficará bem mais fácil e então poderemos mudar o título deste texto para: Pai, filho e irmãos. 
 Valéria Ribeiro.  Esse texto foi escrito em outubro/2009.


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Sentimentos que doem




Aprendemos a conviver com nossos sentimentos que oscilam ora para o positivo ora para o negativo, ora para o melancólico ora para o indiferente. Vamos levando tentando controlá-los e domá-los. Sabemos que eles fazem parte de nós e assim vão nos tomando sem percebermos. As experiências vão mexendo com nosso estado de espírito num emaranhado de sentimentos e repentinamente nos deparamos com um, que nos desperta para alguma coisa, tendo sido trazido por algum motivo. Hoje acordei assim. Uma melancolia, um pesar, uma tristeza, um vazio.
Uma energia a me invadir e um estado de impotência. Uma lágrima.
Acordei, fui olhar o céu, dar bom dia ao Criador e a criação mas me faltou algo.
A notícia da expectativa da morte daquele jovem cuja idade se iguala com o da minha filha mais nova, aquela dor daquela mãe a pedir ajuda, a lembrança de uma época onde os dois ele e minha filha de mãos dadas exploravam os jardins do edifício gravado em uma fotografia me fez correr uma lágrima. Lidar com a possibilidade da "perda" de nossos amores literalmente é muito difícil. É uma dor lacerante que nos invade o peito e nos corta fininho devagarinho nos murchando por dentro. Mesmo sendo conhecedores de que a vida é vida aqui e lá, não podemos controlar a saudade que nos invade.
Entendo aquela mãe, me coloco em seu lugar. Tento imaginar aquele menino e suas possibilidades de estar salvo aqui ou lá. Nos braços dos pais ou nos braços do Pai.
Meu coração em prece pede o melhor para ele e a resignação para eles. Mas com meu coração de mãe, peço perdão ao Pai amado e com humildade peço que ele, se possível seja salvo aqui.
Essa postagem dedico a eles pais dedicados que cumprem perfeitamente os desígnos do Pai educando e amando seu filho emprestado. Valéria Ribeiro.


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Educação começa em casa

Gosto de exemplificar as minhas experiências para que através delas possamos repensar nossas atitudes, valores e comportamentos. Ontem me vi representada nesta figura com a diferença que minhas filhas já são adultas. Enquanto estava fazendo malabarismo me equilibrando nas mil coisas em que resolvi fazer por "achar" que elas me pertencem, ainda tive tempo de pensar naquilo tudo. Onde errei? Por que ao me movimentar de um lado para o outro nesse frenético "trabalho" eu ainda tinha que olhar vez por outra meus companheiros domésticos tirarem um "cochilinho" profundo? Eram quatro horas da tarde e eu ainda na sala sabendo que a cozinha me esperava. A faxina é necessária ao bem estar doméstico, mas e a faxina comportamental? Onde a colaboração? Onde errei quando não eduquei meus companheiros de lar na importância de se contribuir para o bem estar geral isso incluíndo é claro os trabalhos "pouco agradáveis"?
E no dia a dia? O que fiz para que minha filha arrumasse a sua cama, deixasse sua roupa suja na lavanderia, esvaziasse o cesto de lixo dos banheiros... vamos modificando a educação que tivemos ao transmitirmos aos nossos filhos o que achávamos exagerado nas cobranças que faziam a nós e mantemos a educação que nossos companheiros e ou pai (quando não temos companheiro e moramos com nosso pai que é o meu caso) tiveram alimentando um ciclo vicioso de exploração, pois no nosso tempo as meninas cresciam achando que eram responsáveis pela organização doméstica e os meninos não. Como não concordavamos com isso, acabamos tirando essa responsabilidade das nossas filhas mas continuamos alimentando a não responsabilidade dos meninos, então o que aconteceu foi que as novas gerações cresceram sem a consciência da contribuição doméstica nos meninos e nas meninas. Assim, nós fazemos tudo e eles dormem.
Deixo claro que não estou generalizando.
A educação começa em casa. A fraternidade começa em casa. A caridade começa em casa e nessa transmissão de valores onde uns não exploram os outros é que podemos sentir o que Jesus disse "Não queira para o próximo o que não quer para si mesmo". E isso só se consegue quando os pequenininhos começam a guardar os seus brinquedinhos. Nascemos humanos para contribuirmos com a Humanidade. Valéria Ribeiro.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A essência de cada um









Bom dia amigos!
Ontem eu estava distraída quando minha filha mais nova que estava vendo um filme na tv me fez uma pergunta bastante interessante a respeito do filme. O filme era o incrível Hulk numa versão mais atual.
Estava na cena em que um "outro" Hulk  lutava com o principal. Este outro sendo desafiado a destruir o verdadeiro Hulk e tomado de ódio aceita se submeter à experiência para se tornar tão "incrível" quanto o principal mas torna-se malignamente monstruoso com reações destrutivas e comportamento cruel onde inocentes são vitimados na batalha que trava com o principal. Daí veio a pergunta: - Por que o Hulk principal é diferente do que o desafia? Todos nós sabemos a resposta. Por causa da sua essência.
A transformação do Hulk principal ocorrida através de uma experiência científica deu a ele a capacidade incrível de transformação em tamanho, em força em agilidade, mas sua essência era boa e não foi atingida porque o que transformou foi a matéria fazendo com que as suas reações "violentas" fossem apenas para sua defesa ao ser atacado e apesar da forma bruta ainda irradiava simpatia e sentimentos bons. Já o desafiador tinha uma essência agressiva, odiosa, vingativa, destrutiva e com desejo de poder, portanto sua transformação material foi tão horripilante, monstruosa e de aspecto biabólico.
Também possuímos nossa essência e as transformações materiais ocorridas em nós trás reflexos dela. Na verdade não nos submetemos a nehuma experiência científica para que essa transformação fique ampliada e evidente. No entanto, gradativamente vamos transformando nosso corpo material com os reflexos da nossa essência na "experiência" que é individual, sendo que o reflexo é coletivo.
Tratemos nossa alma para que nosso corpo não padeça, nossa força não extrapole e as consequências não atinjam o próximo. Podemos fazer um exercício diário, interiorizando nossa experiência, transformando nosso formato e exteriorizando melhoras. Podemos usar o espelho aprofundando nosso olhar para que identifiquemos em nós nossa essência no que apresentamos ao mundo. Trabalhar nossos sentimentos ajudará nessa transformação. Dessa forma toda a humanidade agradecerá. Valéria Ribeiro.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Parceria




Bom dia Amigos!
Tive uma experiência neste final de semana que me deixou muito pensativa.
Até que ponto contamos com nossos companheiros (incluindo neles os parentes, amigos etc) em nossas vidas? Nas vivências construimos nossos grupos, os da vizinhança, os da escola, os da instituição religiosa, os do lazer, os mais íntimos e os menos íntimos e tantos outros. Para cada grupo alguns pontos de interesses unindo esse grupo. Mas e nas realizações comprometidas nestes pontos? Onde a parceria? Aquela com interesses comuns onde o que rege é a fraternidade entre esse grupo? As realizações onde o egoísmo não deveria estar presente?
Os grupos distintos se reunem para determinados acontecimentos e ou realizações, mas o que geralmente rege é o interesse individual e egocêntrico (sem generalizar é claro). Vejamos no esporte, um  grupo está defendendo o seu time não estou falando dos grandes times onde as grandes torcidas se reúnem, estou falando do pequeno grupo que "disputa" com outro grupo. Será que neste pequeno grupo todos estão interessados na vitória do grupo ou no próprio gol e sua vitória pessoal? E o grupo que se junta para realizar uma caridade? facilitam prazerosamente aquele grupo para que a vitória naquela realização seja fraternal, construtiva e realmente amorosa? ou na própria caridade individual que busca "o perdão de suas faltas"?
Radical? pensamos. Mas num simples encontro de comemoração de fim de ano, encontramos aqueles que estando inserido naquele grupo por qualquer motivo, estão alí não para confraternizar, abençoar, bem dizer a parceria construtiva, em seus objetivos naquele ano que se finda, mas irradiando azedume e poluição ambiental com seus mal humores, boicotes e sintonia baixa. Esses são só alguns exemplos, pois os grupos são infidáveis e os interesses deles também.
Precisamos pensar nossas parcerias e analisar o bem que colocamos nelas, pois parceria é estar juntos, é construir juntos, é realizar juntos, é querer todo o bem juntos e para todos. Jesus buscou a parceria nos amigos apóstolos e foi o primeiro a demonstrar essa importância fraternal dando amor incondicional não só aos seus parceiros, mas à toda Humanidade. Vamos procurar trazer o amor para os nossos grupos nos apresentando e nos comportando realmente parceiros humanitários. Valéria Ribeiro.

sábado, 11 de dezembro de 2010

O que vestiremos hoje?


Amanheceu! Como terá sido nosso sono que reflete nosso dia e sua rotina?
Começará um novo dia e precisaremos lidar com ele. Repetimos nossas escolhas anteriores ou mudamos? Mas se mudamos será para melhor ou para pior?
Hora de nos vestirmos...roupas íntimas, uma blusa ou um vestido, uma camisa e uma calça ou um short. E a máscara? Qual colocaremos? A ranzinza ou a alegre? A gentil ou a mal humorada? Temos escolhas, mas nessa comparação lembremos que as máscaras escondem nossas verdadeiras identidades e quando vestimos a "sisuda", as vezes ela está escondendo um coração gentil e quando vestimos a "serena", podemos estar escondendo a "revoltada". Temos medo de nos mostrarmos como somos, pois temos medo da crítica ou do julgamento. Só a autoestima, o amadurecimento interno e a educação com seus valores podem "desmascarar" nossas verdadeiras intenções.
Então? Vamos trabalhar em prol de nós mesmos? Sempre sendo humanos na Humanidade.
Valéria Ribeiro. 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Somos responsáveis


...E Deus criou o homem...
Na evolução da vida a criação foi se aperfeiçoando e surgindo o que se considera a maior obra de Deus... o ser humano. Mineral, vegetal, animal e finalmente o hominal com sua capacidade criativa e dominadora. Reinou e reina sobre todos os outros seres. Do instintivo ao racional, da defesa ao sentimento.
Deus presenteou à natureza essa criação e deu o tempo necessário para o "homem" gerar esse novo ser esperando que nascesse juntamente com essa gestação, a responsabilidade necessária à preservação desse novo ser e posteriormente a responsabilidade em criar esse novo ser, orientando-o e guiando-o para o despertamento de sua própria responsabilidade diante da natureza. O ser humano é co responsável pela criação, orientação e preservação de todas as espécies.
O que damos aos nossos filhos? Somos conscientes da responsabilidade de que Deus transportou de suas mãos para as nossas mãos seus filhos? Estamos conscientes da responsabilidade na evolução construtiva ou destrutiva da vida a nossa volta? Nossas plantas, nossos animais, nossa construção, nosso lixo?
 Aplicamos a defesa instintiva destrutiva com a justificativa da sobrevivência porque vivíamos na "ignorância" e agora?  evoluimos? então por que continuamos aplicando nossa defesa instintiva com a justificativa da sobrevivência se não vivemos mais na ignorância? Somos responsáveis sim e devemos pensar a respeito e Sermos Humanos com todas as letras. Valéria Ribeiro.

DAS  MÃOS DE DEUS... PARA AS NOSSAS MÃOS. O QUE FAREMOS?