quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Chama o sindico! Tim Maia!



Bons momentos para todos!


Amigos queridos estive um pouco ausente sem tempo para postar aqui no blog.
Tenho estado muito ocupada com muitas funções. Isso é bom e ao mesmo tempo ruim. Bom porque estando ocupada tenho chance de exercitar minha mente e meu corpo e ruim porque dependendo da ocupação há um desgaste enorme que muitas vezes nos faz sucumbir. Na balança coloco o que é melhor e também o que é pior, desde que se aproveite do ruim o melhor para o processo para aprendizagem. Caso contrário, dispenso antes. O difícil é fugir do estresse que passamos.
Agora estou síndica além de outras coisas e o envolvimento humano é enorme. Nossa! Como é difícil lidar com as pessoas.
Quando eu estava envolvida na educação, minha rotina era o mundo educacional e minhas relações, mesmo que de maneira geral e diversificada, envolviam a educação em si. Na crença que frequentava também, pois os problemas giravam em torno daquele contexto. Mas, ser síndica de um prédio, onde não lidamos somente com os problemas do prédio, pois apesar de a rotina envolver o prédio, nele encontramos diversas opiniões, diversas crenças, diversas verdades e diversas realidades. Literalmente é a armadilha da insatisfação e das vontades individualistas. Cada um puxando a sardinha para a sua refeição e o que mais vemos é a dificuldade em agradar “Gregos e Troianos” literalmente. 



Por que então me envolvi nisso? Boa pergunta e que exige uma reflexão da verdadeira resposta. Autoafirmação? Autoconfiança? Pretensão? Sei lá! Só sei que na hora achei que dava conta e coloquei na “autossugestão” que seria um laboratório para mim. E realmente é. Um laboratório cujo cientista não é louco, mas está quase ficando e olha que a experiência só tem quatro meses.
Nestes quatro meses, já consegui sair do sério, desagradar alguns, perder o sono, me pegar a espreitar fiscalizando empregado, perder o domingo, perder a fome, me sentir culpada, querer desistir e muitas outras coisas “cabeludas”. Mas, também consegui fazer coisas boas como; manter uma equipe, satisfação com os empregados, neste caso os que atendem ao prédio que sou responsável, já que moro num condomínio atípico que possui três prédios, onde cada um tem um síndico, uma administradora e tudo que envolve um prédio comum, mas que o condomínio em sua parte comum, digo a que envolve a área dos três prédios (estacionamento, play, guarita e etc.) fica numa confusão só. É complicado e estou tentando colocar essa visão que foi distorcida tempos atrás por uma questão de vaidade humana, disputa de poder e orgulho. Deveríamos ter apenas um síndico e quem sabe três subsíndicos, mas isso foi ignorado e então gerou esta confusão que vivemos hoje.
Morei neste condomínio tempos atrás e fiquei longe doze anos. Retornei e me meti nesta aventura. Estava morando em casa e me acostumei com a independência de decisões que a casa favorece. Já no apartamento, precisamos aprender a dividir as decisões coletivamente, pois desfrutamos de áreas comuns.
Gosto daqui, até porque, a maioria dos moradores, conheci na adolescência e muitos ainda estão aqui. Minhas duas filhas nasceram aqui.
Talvez esse assunto não agrade muito, mas é um verdadeiro depoimento de como vivemos, convivemos e não conseguimos uma harmonização para o bem estar e a paz de maneira geral de maneira fácil e natural. Então, pensamos na dificuldade em se comandar uma nação.
As pequenas comunidades nos mostram o quanto o ser humano ainda está pequeno em suas verdades e escolhas e o quanto compartilhar é difícil. Brinco sempre que é por isso que escolheram esse nome “edifício”. Não desisti ainda e espero ficar até o fim. Também espero conseguir algumas vitórias a mais.
Convivemos num mesmo espaço que é dividido apenas por pequenas portas e noto que mesmo estando do lado de cá da porta, muitos se comportam como estivessem do lado de lá em seus apartamentos. São arrogantes e cheios de si pensando egoisticamente nos direitos que pensam que têm, esquecendo-se que a coletividade exige humildade, respeito e colaboração. Assim, vemos claramente as crianças e os idosos sendo esmagados pelo corre corre da idade adulta que no seu dia a dia esquece das necessidades deles.
Hoje, vemos muitos condomínios sendo construídos com uma maior valorização do coletivo e nesta realidade estão as classes de média e baixa renda, cujas construtoras estão preocupadas com a necessidade do espaço coletivo.
Podemos perceber os espaços dos apartamentos sendo reduzidos, mas em compensação os espaços coletivos como áreas de lazer estão cada vez maiores e oferecem cada vez mais opções e elas são cada vez mais importantes para a relação humana, onde o contato aumenta e o olhar para o outro é facilitado.


O síndico como representante legal dessa coletividade pede compreensão e colaboração neste ambiente tão diversificado quanto complicado. Hoje, temos síndicos e síndicas comprometidos e também podemos encontrar firmas especializadas em terceirizar esse trabalho, mas em minha opinião, terceirizar o síndico pode fazer perder esse sabor familiar de relacionamento que o síndico morador pode desfrutar e também proporcionar ao condomínio, que no convívio diário, faz crescer os sentimentos recíprocos. Agora, quando a coisa apertar, podemos como já cantou e ainda canta Jorge Ben Jor, “CHAMAR O SÍNDICO! TIM MAIA!” Porque temos que considerar que muitas vezes precisamos daquele vozeirão para ser ouvidos e atendidos.  Paz e muito amor para todos. Valéria Ribeiro. 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Quando o dito “normal” nos faz sentir “mal” e “anormal”.




Bons momentos para todos.
Queridos amigos, hoje me sinto estranha, mas acho que é porque está tudo “normal”.
Normal, normalidade, aceitável, não contestável. Não contestável?
Definamos normal, mas vamos por partes:
Normal adj2g. 1 que serve de norma. 2 comum
Norma sf 1 regra que se deve seguir. 2 Modelo, padrão.
Normalidade sf qualidade ou estado de normal.
Normalizar-se tornar-se normal
Então vamos perguntar e pensar a respeito:
Saímos para tomar um chopinho e conversar bobagens até altas horas e depois voltar para casa dirigindo ou não e curtir a ressaca? Nada de mais, é muito “normal”.
Que tal passar o carnaval naquele lugar super lotado, brincar, pular, encher a cara “curtir” os trios elétricos ou assistir àquele desfile no sambódromo ou melhor ainda, gastar uma fortuna na fantasia e desfilar feliz da vida? Super “normal”.
Vamos curtir aquela churrascaria com aquela variedade de carnes sangrentas desfilando e comer até não caber mais? “Hiper normal”.
Que me diz de curtir com a cara dos outros, mentir, xingar o motorista que nos fechou, jogar papel na rua, ouvir música alta no metrô, fofocar na esquina, bater boca na porta da escola, enganar o fisco, falar mal dos políticos, mentir na internet, assistir pornografia... Tudo isso é claro, dentro da “normalidade”. Estes são só alguns exemplos do que estamos acostumados a definir como normal e mesmo sendo absurdamente grotescas as “coisas comuns” que nos acostumamos a fazer, ouvir, sentir, presenciar, exemplificar e aceitar o que “foge a regra” da rotina é denominado de anormal. Vejam bem, são só alguns exemplos e podem parecer exagerados ou intencionalmente exemplificados com fatos que na verdade o geral “desaprova”. Desaprova mesmo?
Engraçado que a definição de anormalidade é vista como uma coisa fora do comum, mas no sentido ruim da palavra.
Vejamos:
Anormal adj 2g e s 2g 1 Quem, ou o que se afasta da regra, do considerado normal 2 diz-se da criança ou adulto que apresenta deficiência mental que dificulta sua adaptação ao ambiente em que vive.
Anormalidade sf qualidade do que é anormal 2 o que é anormal
Quando se acha coisas, comportamentos, atos, regras, rotinas e exemplos diferentes da “normalidade” rotineira a que estamos acostumados, taxamos de “anormal”.
É assim que me sinto. “Anormal”. Já que não consigo mais me encaixar nestas “normalidades” que a vida me apresenta e que passam a ser regra de comportamento.
Ser “normal” para mim me faz mal, não me encaixo não me enquadro.
Prefiro ficar em casa descansando ou lendo a ir num barzinho barulhento onde a bebida rola e o papo enrola.
Prefiro assistir a um bom filme, um bom seriado ou mesmo uma novela sensata do que estar em um shopping lotado perdendo tempo olhando vitrine.
Prefiro receber ou visitar para um lanche tranquilo com um papo saudável a encarar um rodízio gordo de alguma coisa gorda qualquer, onde não se consegue comer nunca o “suficiente”.
Prefiro interiorizar meus momentos em reflexões construtivas do que ficar pensando na vida do vizinho, do amigo, do sujeito que passa.
Prefiro ficar sem companheiro a dividir futilidades, egoísmos e vaidades.
Prefiro dizer não a dizer sim sem vontade.
Prefiro ficar um mês sem postar nada, sem colocar nada no face a fingir, inventar e querer aparecer de qualquer maneira.
Prefiro o subúrbio à angústia da ilusão materialista da zona sul e similares.
Prefiro ter pouca roupa e usá-las a lotar meu guarda-roupa com inutilidades.
Prefiro falar a verdade e algumas vezes ofender a mentir e contentar.
Prefiro ver meus filhos chorarem para aprender do que chorarem por se arrependerem.
Prefiro ter um carro mais simples e poder banca-lo a ficar sem dormir por causa dos custos do carrão.
Prefiro pensar, refletir e mudar a ficar rígida em conceitos que me paralisam.
Prefiro parar a andar sem rumo.
Prefiro me educar a tentar educar o mundo.
Prefiro chorar a ser alegre triste.
Prefiro o silêncio total a assistir um big Brothers.
Barzinho barulhento, shows infernais, boates estridentes, carnaval, datas comemorativas que atiçam o consumismo, engarrafamentos, conversas fúteis, ladainhas religiosas, discussão políticas, papo de novelas, falta de educação, falta de gentileza, falta de semancol, gordura demais, refrigerante, cerveja e outras coisas mais que nem dá para citar, para mim é anormal e quando vejo a minha volta opções rotineiras, costumeiras, frequentes e aplaudidas sobre todas essas coisas ditas “normais” vou me sentindo estranha e achando que quem sabe, eu é que sou ANORMAL?
Paz e muito amor para todos.  Valéria Ribeiro.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Quem vai pagar o cafezinho hoje?




Bons momentos para todos.
Amigos queridos estava aqui me lembrando das muitas facetas da vida e como ela age inteligentemente, completando de maneira bela, as lacunas no processo evolutivo.  Compliquei? Já explico. Já disse antes dos compromissos que assumimos perante os outros e as cobranças geradas por eles. Neste caso, falava dos nós que amarramos e que mais cedo ou mais tarde nos será cobrado pela vida, algum movimento da nossa parte, para desatá-los. Em nosso assunto agora, gostaria de falar nos nós bons, positivos, construtivos e humanos. Falo daqueles favores, ajudas, contribuições, mãozinhas, apoios e tantos outros modos de troca favoráveis que vivemos no dia a dia.
Vamos pensar no nosso dia e vamos buscar nele todas as boas coisas que fizemos e fizeram a nós, muitas pequenininhas e “imperceptíveis”. É incrível, como podemos constatar que são muitas. Na verdade somos “cegos” para elas e apenas percebemos grandes favores feitos em momentos extremos, que para nós, são importantes no momento evolutivo em que vivemos, como: Dinheiro emprestado, um emprego arranjado, um presente grandioso, uma homenagem e tantos outros. Neste caso, quando somos nós os que favorecem, ficamos a esperar um reconhecimento também grandioso, principalmente, sendo diretamente do indivíduo favorecido. É natural na atual conjuntura onde damos e esperamos receber mais tarde.
Mas, o que eu quero falar agora é da estratégia da vida que se encarrega de nos agradecer os feitos positivos, muitas vezes, não através do favorecido por nós, mas por outros. É a grande troca energética atuando na lei de retorno que é feita diariamente, instante a instante e não percebemos. Comecei a pensar a respeito, quando prestei mais atenção aos comentários que faziam à ingratidão das pessoas, que favorecidas por alguém, nem sequer agradeciam. Percebi que a natureza agradecia “por ele” enviando “anjos” a nos socorrer.
Mais ou menos assim: Favoreci generosamente alguém num momento difícil. Passou. Tempos depois fui favorecida generosamente por outrem. Simples.
Quando fazemos aqueles velhos comentários que dizem assim:
- Esse caiu do céu!
- Nossa! Estava num sufoco e de repente me surgiu fulano.
- De onde você saiu meu filho? Como soube que precisava de você?
- Precisei de ajuda e foi uma pessoa estranha quem me ajudou... E muitos mais.
Uma vez, ainda morava em Saquarema e precisei vir ao Rio, quando na linha vermelha meu carro quebrou. Senti que ele estava esquisito e perdendo as forças e eu estava com meu pai e minha filha menor que era bem criança naquela época. Imaginem... Uma mulher, um idoso e uma criança. O lugar não era dos melhores e pensei comigo no perigo que corria. Fui levando para o acostamento até que ele parou de vez. Não sei como surgiu atrás de mim um socorro da linha vermelha, assim do nada e imediatamente. Juro que não tinha percebido esse socorro atrás do meu carro quando estava me dirigindo para o acostamento. Saí do carro e o motorista parou logo atrás de mim e também saiu vindo em minha direção me pedindo cuidado e calma, que iria me ajudar. Rebocou meu carro até o lugar adequado, providenciou um profissional que fez o conserto (tudo da linha vermelha). Conversando com ele, ele me falou que estava voltando de um atendimento do outro lado e que notou que alguma coisa estava errada com o meu carro e resolveu me seguir até confirmar que estava tudo bem. Isso desde antes da linha vermelha (olha que interessante). Conversamos muito até o carro ficar pronto e ele me disse seu nome ( não recordo direito se era Gabriel ou Ismael, só sei que era de anjo) no que eu falei que só podia ter nome de anjo mesmo. Isso aconteceu há muitos anos atrás, pois minha filha hoje está com dezessete anos. Não fui explorada, não foi golpe, pois ninguém tinha mexido no meu carro, deu tudo certo e pude continuar meu caminho. Esse fato ocorrido comigo me despertou para a beleza da natureza recompensando a cada instante os “favores” da vida. Sempre fiz o que pude sem pensar em recompensas, pois no meu íntimo sabia que nada no mundo fica sem os olhos de Deus. Quando somos agraciados por gentilezas, ajudas, oportunidades, é a vida devolvendo para nós nossas gentilezas, ajudas e as oportunidades que damos aos nossos irmãos, mesmo as pequenininhas como pagar um café, dar um bom dia, perguntar se quer ajuda, dar uma carona, um abraço, um telefonema, essas coisas corriqueiras que não prestamos atenção. Se emprestarmos aquele dinheirinho suado ao amigo que ainda não conseguiu nos devolver, podemos esquecer a dívida, pois lá na frente receberemos os juros em forma de amor de outro amigo. Sempre teremos mãos a nos estender.
Então, quem vai pagar o cafezinho hoje?
Paz e muito amor para todos. Valéria Ribeiro.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Você sabe com quem está falando?




Bons momentos para todos!
Queridos amigos gostaria de fazer uma pergunta.
Vocês sabem com quem estão falando?
Começo com essa pergunta que me chamou a atenção numa matéria sobre autoridade abusiva que acompanhei e que me fez pensar.
Você sabe com quem está falando? Frase que ouvimos muito por aí e que tem por objetivo intimidar e evidenciar a arrogância, vaidade e egocentrismo de alguns que estão em “posições privilegiadas” perante o defrontado. Geralmente essa frase é dita para uma tentativa de se safar de algum erro ou mesmo mostrar superioridade em situações diversas para se obter alguma vantagem ou simplesmente para despejar a raiva no outro que está fragilizado ou em "posição desprivilegiada" ao entender do que ataca.
Vemos esse comportamento não só nas autoridades policiais, mas também nas acadêmicas e profissionais liberais ou não, onde se usa as posições hierárquicas como motivo de exploração e intimidação.
Uma vez fui dar assistência a uma conhecida que tinha sido hospitalizada em emergência no hospital Souza Aguiar e me deparei, na portaria de entrada, com um guarda que fazia a vigilância do local e que impediu a minha entrada com arrogância, ignorância e usando a “sua autoridade” daquela posição para impedir a minha assistência à conhecida. Sem qualquer tato, educação e respeito ele simplesmente me disse que eu não poderia sequer saber notícias da paciente e fim de papo. Percebi naquele momento, e disse a ele, que cada um exerce a “autoridade” que acha que tem sobre os outros, nos momentos principalmente de fragilidade das posições em que se encontram. Isso é covardia. Ele simplesmente me olhou com desdém e nada falou. Fui embora sem saber como minha conhecida estava, retornando dias depois na "visita".
Pensemos no nosso dia a dia e vamos observando:
Na loja, onde apenas queremos ver as mercadorias sem muitas vezes ter intenção de compra-las... Somos hostilizados quando: estamos vestidos com simplicidade, quando “furamos” a fila dos vendedores dando o chamado “toco” (porque ele perdeu a venda);
Nos hospitais principalmente públicos com seus “guardas” truculentos que não imaginam a nossa fragilidade naquele momento;
Nos bancos onde deixamos nosso dinheiro ou mesmo vamos pagar uma conta e suas roletas que “selecionam” comandadas pelas mãos dos seguranças;
Nos consultórios médicos e odontológicos que somos recebidos com desdém e desrespeito pela secretária, recepcionista e ou mesmo os médicos não entendendo muitas vezes que estamos lá porque precisamos;
Nas instituições com seus presidentes, dirigentes, pastores, padres, mestres e outros mais que esquecem a primeira lição da fraternidade para com o outro o ignorando literalmente;
Com o guarda de trânsito que não entende a nossa situação quando  precisamos parar por pequenos instantes para que um idoso ou uma mãe saia com sua criança do carro e não tem onde estacionar;
Com aquela professora que sequer quer saber o que se passa na cabeça daquele aluno e o manda sentar de preferência calado;
Não pensem que esqueci a invertida da situação, pois tenho consciência de que o visitante do hospital, os correntistas dos bancos, os pacientes dos consultórios, os compradores das lojas, o estudante e muitos mais também exercem as suas “autoridades” diante dos funcionários. Não penso só em um lado não, pois para mim a questão está no íntimo da pessoa seja na posição em que se encontra e com quem possa estar posicionado “estrategicamente” para ele abaixo de sua autoridade.
Acaba virando uma reação em cadeia aonde vamos vendo a fila de inconsequências acontecendo dia a dia em nossa rotina.
E aquele motorista, daquele ônibus, não consegue imaginar que envelhecerá e um dia vai precisar entrar pela frente...
Vocês podem pensar que exemplifiquei falta de solidariedade em muitos dos itens, mas por trás podemos perceber, que na verdade, é o exercício de autoridade equivocada que também favorece a falta da solidariedade, compreensão e fraternidade.
No decorrer da evolução humana, penso que bastante coisa melhorou, mas a arrogância que está muitas vezes enraizada dentro de nós nos faz ter um comportamento assim e que só com muito amor poderemos reverter. E, à medida que vamos relevando, não vamos revidando e vamos emitindo um pensamento de piedade e compreensão para com esses    “valentões” vamos quebrando a corrente da irracionalidade.
No mundo do “quero levar vantagem” e do “sabe com quem está falando?” Só o amor de alguns pode amenizar a ignorância de outros. Sinto que estamos chegando lá.
E respondendo a pergunta: vocês estão falando com Valéria Ribeiro irmã amiga de todos que espera estar correspondendo à altura da importância que cada um tem.
Paz e muito amor para todos.

domingo, 6 de novembro de 2011

Religião. Qual é a sua?




Bons momentos para todos!
Amigos queridos estava pensando nas nossas escolhas religiosas e da necessidade delas em nossas vidas. Valorizamos um estereótipo de crença e as defendemos. Buscamos nela a salvação de nossas angústias desesperadamente. Confesso que como base tive a orientação católica e no decorrer de minha vida busquei outras para que alguma fizesse o objeto de minha adoração e minha salvação.
Vivemos em constante angústia diante das dúvidas que nos assolam no perfeito caminho a seguir. Então, buscamos, buscamos e diante do esgotamento e “preguiça” estacionamos quando não na primeira, na mais próxima de nossos ideais e muitas vezes escolhemos aquela que “acreditamos” que nos salvará de todos os nossos deslizes no repetitivo perdão de nossas faltas e na proposta para a nossa cura física.
Não vou aqui esmiuçar nenhuma, até porque temos tantas hoje em dia. Gostaria de no momento definir em nossas mentes o que significa religião e como surgiu essa denominação para podermos situar nossa mente ao tema.
RELIGIÃO: Do latim religare significa religação com o Divino e surgiu justamente dessa necessidade do homem em se ligar ao Divino. Creio que esta definição basta, pois o sentindo proposto pelo homem em suas intenções pode variar conforme mais lhes provém. Não vamos detalhar, nem justificar. Podemos pesquisar caso interesse.
Então se Religião é religação com o Divino, todos que em seu íntimo sentem ou buscam sentir essa ligação já estão inseridos no contexto sem precisar de mais nada. Os complementos ficam por conta dos que pretendem manipular nossas ideias. Não critico e respeito àqueles que precisam das orientações externas para seu encaminhamento, mas posso afirmar, tendo como base a minha experiência, que a Religião verdadeira está dentro de nós e as orientações estão nas nossas buscas individuais para um encaminhamento seguro e reto. A pesquisa e as experiências do dia a dia nos orientarão quanto ao melhor caminho a seguir, pois a resposta está em nosso interior individual e único para cada um.
A vida é o educandário, as orientações dadas por Jesus a cartilha e a observação da vida o estágio. Por que digo que as orientações de Jesus é a cartilha? Porque nelas aprendemos a amar e esse é o caminho. O amor.
Se ainda precisamos estar integrados numa religião humana e se essa religião ensina o amor, acho válido. Mas, reafirmo que a compreensão do amor é um caminho próprio e único de cada um e que práticas, ritos e mitos não farão com que esse amor desperte incondicional e naturalmente entendido em ninguém. Então por que citei Jesus? Por que para mim, ele assim como nós, aprendeu a amar em igual evolução, passo a passo e retornou para nos contar. Outros também? Mesmo antes dele? Sim, mas não com tanto impacto e principalmente foi ele quem trouxe primeiramente para nós a importância do amor em nossas vidas como remédio para todos os males. Seus exemplos nos ajudam a querer amar cada vez mais.
Confesso que busquei, não digo em todas as religiões, pois à medida que meu entendimento ia se clareando eu ia selecionando as buscas. Hoje afirmo que não tenho religião.
Acredito na Divindade e na força da criação. 
Entendo a natureza como um todo onde contribuímos na distribuição energética para a vida mineral, vegetal, animal e hominal.
Acredito na força do pensamento, no poder das intenções e nas diversas dimensões organizadas.
Acredito que somos força energética que habita em diversas matérias para evoluir.
Acredito na roda da vida que vai e vem nos ensinando a “acordar”.
Acredito na bondade e em seu poder organizado de agir.
Acredito no amor ligando almas em todo o Universo e na força desse amor no resgate dos que se demoram na inconsciência e na lentidão em seus desenvolvimentos.
Acredito que, assim como Jesus nosso exemplo mais próximo, podemos chegar lá e que faremos um dia parte dessa colaboração em diversos estágios de novos mundos.
Minha religião está dentro de mim buscando dia a dia amar simplesmente, esgotando em mim todos os vícios que adquiri em minha jornada educacional. Refazendo meus caminhos.
Não digo que não entro num templo para ouvir uma palestra edificante, nem digo que não me refaço num ambiente enriquecido de energias salutares nem desprezo as leituras diversas sem preconceitos onde filtro e bebo o melhor para mim. Não tenho preconceito. Só percebo que não mais preciso me cobrar nem me julgar quando não quero nem necessito de disciplinar minha presença em nenhum templo religioso e sua rotina. Já tive essa experiência que foi válida para mim. Portanto não julgo ninguém, nem quero convencer ninguém a desistir de estar inserido em suas escolhas religiosas.
Nossa força interior, embora muitas vezes adormecida nos encaminha para a estrada certa. Precisamos ter olhos de ver e ouvidos de ouvir, vontade para fazer e humildade para aprender.
Aprendi que ouvir é o melhor remédio. Quando ouvimos com carinho temos tempo de analisar melhor a situação e perceber o acontecido. O grito pode derrubar um muro, mas o silêncio afasta a montanha.
Religião, futebol e política dizem por aí que não se discute.
Sabemos que a discussão é desnecessária em todos os assuntos principalmente a discussão radical e nociva das ideias, pois o que precisamos é dialogar respeitando as escolhas de cada um e aprendendo com o melhor que surge. Sou dessas.


Frase para pensar: 
A religião é um pouco verdadeira para os pobres, falsa para os sábios e útil para os dirigentes. (Seneca)
Paz e muito amor para todos. Valéria Ribeiro.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

E por acaso, o acaso existe?




Bons momentos para todos!
Olá meus amigos! Nosso assunto de hoje é um questionamento que fazemos a todo instante a respeito dos acontecimentos que tomamos conhecimentos e que nos envolvem ou não. O acaso existe? Por que algumas pessoas são envolvidas em situações, que nos fazem pensar num primeiro momento, numa palavra muito azedinha e que não gostamos muito de pronunciar:
- Mas que azar!
 Ou mesmo, em expressões como:
 - Estava na hora errada no lugar errado! E mais ainda;
 - Que fatalidade! Coitado (a)!
E não acaba aí! Também ouvimos:
 - Por que comigo?
 – Por que com minha família? –
Por que com ele, ela, eles? E por aí vai...
Esse assunto me veio à mente por causa do rapaz bancário de vinte e poucos anos que passava em frente ao restaurante que explodiu por causa do vazamento de gás. Jovem, trabalhando como bancário por apenas três meses. Filho bom, esforçado...
Então também ouvimos:
“O paisagista Jorge Rodrigues iria hoje ao restaurante para realizar uma decoração no estabelecimento. Antes disso, parou em um bar próximo para beber um café. "Fui salvo por um café que custou R$ 1,10. No momento da explosão, senti um forte abalo vindo do chão", relatou.
O jornaleiro próximo disse que costumava ficar sentado num banquinho do lado de fora da banca, mas que naquele dia resolveu ficar lá dentro e que isso o salvou...
Foram dezessete feridos e hoje uma vítima que estava internada morreu.
Há uns anos atrás o comediante Cazarré morreu de madrugada vítima de uma “bala perdida” que entrou pela sua janela atingindo-o enquanto dormia em sua cama.
Temos infinitos casos de “acidentes” em que alguém perde o voo, atrasa sua passagem por aquele local, resolve faltar naquele dia, muda o rumo do caminho sem sentir, etc
Pensar que estamos fadados a um “destino” não muito “legal” também nos deixa matutando e preocupados no que nos espera.
Alguns raciocinam da forma a concluir sabiamente que  isso não pode ser estático, pois estamos em constante movimento agindo em nosso livre arbítrio onde se podem mudar a sequencia das coisas.
E se continuamos pensando: Se o acaso não existe realmente “estamos fadados”! Na verdade, mesmo que os acontecimentos “mudem” algumas ordens pré-estabelecidas, onde fizemos um planejamento, ou foi feito à nossa revelia, pois não nos encontrávamos em condições de escolhas e decisões naquele momento, o após pode ser modificado por nós, pelas nossas ações diante da vida ou até mesmo por uma concessão feita por um pedido familiar no plano espiritual, onde podemos ter “mais uma chance.” É claro que estamos colocando aqui pela visão reencarnacionista.
Precisamos acertar as nossas arestas assim, escolhemos nosso “destino” optando por consequências brandas ou não, que nos levarão aos acertos com mais ou menos tempo. Daí que muitas vezes acontecimentos ditos fatais foram previamente acertados e enfrentados. E em todos os episódios, estávamos ali porque escolhemos aquele caminho, àquela hora, aquele momento levando-nos aos desfechos. Parece radical, mas não é.
Nossas escolhas aqui interferem ou não nas escolhas lá que fizemos antes de virmos para cá. Não vou citar nenhum item, nem página, nem capítulo, nem autores, nada que fale a respeito, pois considero esse espaço como uma forma de troca de informações, onde na verdade forneço as minhas, mas que deixo aberta a porta da pesquisa ou não pelos leitores. Quem conhece e acredita aceita. Quem não conhece e tem curiosidade, pesquisa. Quem apenas lê acreditando ou não encontra mais uma informação que pode assimilar ou descartar. Temos nosso livre arbítrio.
Bala perdida não existe, ela já estava destinada ao seu caminho e suas consequências também, e, em todos os acontecimentos que “podem” ou não levar a morte do corpo, muitas vezes  não levam, pois que não era esse o resultado planejado e sim apenas um meio de despertar, alertar, sacudir, cutucar o indivíduo para alguma questão.
Encontramos a todo o momento com nossos combatentes, adversários, desafetos, rivais, amores, desamores, inimigos... Já que em séculos e séculos estivemos dividindo o mesmo espaço na criação. Se ainda estamos aqui é porque ainda temos o que resolver aqui e se demoramos por lá, é porque ainda precisamos resolver lá.
Aqui ou lá, o acaso não existe, o que existe são as oportunidades em crescer e evoluir.
Portanto meus amigos, pensemos quando pisarmos num pé de alguém com carinho e peçamos desculpas, assim poderemos desmanchar as energias que podem nos comprometer futuramente. Parece simples e o exemplo é simples mesmo, mas da pisada no pé ao comprometimento severo, temos apenas um passo.
E se você está lendo essa postagem não é por acaso.
Paz e muito amor para todos. Valéria Ribeiro.
Vamos curtir umas frases que falam do acaso? É só clicar abaixo.
http://pensador.uol.com.br/nada_acontece_por_acaso/

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Psicografias que valem a atenção. Vamos pensar?




Irmãos queridos, Que a paz esteja em seus corações.
Irmãos, o mundo passa por transformações, a era tecnológica facilita a troca das informações, mas também as polêmicas desnecessárias. Hoje o que importa meus irmãos é o amor. É o resgate humanitário e solidário entre os irmãos. Nosso irmão Maior espera isso de nós. União, trabalho e solidariedade.
Nossos irmãos desamparados esperam por nós. Nossos irmãos equivocados e adoentados em suas dores em suas prisões esperam por nós. Somos responsáveis também pela roda da vida infestada de interesses egoístas. Resgatar a pureza do amor é a urgência que se faz. Resgatar as doces palavras do Mestre a nos mostrar o caminho do amor, da caridade, da igualdade da indulgencia. Precisamos buscar a pureza em nossos corações e o resgate do amor em nossas vidas. Irmãos queridos vigiem seus pensamentos, seus atos e suas palavras. Jesus não nos exigiu que levantássemos espadas contra ninguém. A César o que é de César e ao Pai o que do Pai. Paz em Humanidade. Paz para nosso Planeta azul e belo cujo Tutor é a mansidão e o amor. Fiquem em paz com seus corações felizes.
Boa noite meus irmãos. Irmão José. 03/06/2011