sexta-feira, 25 de março de 2011

Elogiar desperta e alimenta a vaidade?


Bons momentos para vocês meus amigos!
Hoje gostaria de discorrer sobre esse assunto. Estive pensando muito sobre isso e minhas últimas experiências me despertaram mais para isso. Por que algumas pessoas “presas” a religiões e dogmas acham que elogiar alguém é motivo para alimentar e aumentar a sua vaidade? Somos seres que constantemente estamos produzindo. O elogio é um incentivo para que essas produções se façam valorizadas e também possam ser motivadas a continuar seja para o que for.
Tenho vários amigos espíritas que se enraizaram nesse dogma de que vaidade é ruim. Depende de como se classifica essa conduta. Valorizar-se, reconhecer nossos dons e dotes, nossas capacidades para alguma coisa, nossos talentos, nossas produções afetando e ajudando, agradando e satisfazendo alguém em algo. Isso é vaidade? Jesus sabia de sua missão e não a escondia, ele era vaidoso? Segui-lo e querer seus ensinamentos era promover a vaidade nele? Seus discípulos os adoravam, eles alimentavam a vaidade em Jesus? Claro que não quero comparar Jesus com nada nem ninguém, sei que ainda estamos a caminho e que Jesus era imune as imperfeições, mas Por Deus, o que é impressionante é a falta de amor e carinho da maioria das pessoas fanáticas em regras impostas por religiões que absurdamente impõe as pessoas que se anulem em suas opiniões por que sendo “elogiosos” com as outras irão “pecar” alimentando suas “vaidades”. Que isso minha gente! Todos nós precisamos de incentivos, de impulsos amorosos, de reconhecimentos em nossos talentos em nossas produções e construções. A vaidade está no ser atrasado e estacionado no vício do orgulho e no ego assoberbado, e, se ele apresentar mudanças de comportamento por causa dos reconhecimentos, aplausos e elogios, a vida se encarregará de alertá-lo punindo-o com a solidão, seja aqui ou após a morte física, porque ninguém escapa ao juízo da própria consciência. Digo isso meus amigos porque tenho muitos colegas, amigos e companheiros que conheço pessoalmente ou não e vou lhes dizer uma verdade: os meus amigos “espíritas” nunca, nunquinha reconheceram minhas construções. Mas, devo entender que é porque eles têm medo de que eu “alimente e aumente a minha vaidade” e com isso lutei fortemente para que minha autoestima se firmasse e minha insegurança se dissipasse. Talvez se tivesse um pouquinho de elogio saudável sofresse menos. E imaginem pessoal se Chico Xavier não tivesse os elogios e os incentivos para equilibrar todas as críticas que recebeu em todos os anos de sua vida. Ele praticou bastante a humildade, mas porque também não podemos praticá-la? Muita paz para todos. Valéria Ribeiro.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Mensagem mediúnica - Comunicação virtual como facilitadora da fé no intercâmbio espiritual.




          " Caros irmãos, é chegada a hora da comunicação virtual, é o espaço facilitando a expansão da informação através dos tempos modernos.
           Falar, comunicar, ajudar. Não existem mais fronteiras, não existem mais impedimentos. A comunicação está no ar e para nós que sempre estivemos a mercê dessa oportunidade estamos imensamente felizes por finalmente expandir nossos pensamentos mais facilmente.
           Os pensamentos de fé que se expandem no Universo vindo da matéria ajudam a quebrar as grandes placas de energias densas. Estas placas impedem a comunicação por promover um impacto de força contrária fazendo com que a fé passe dissipada retornando fraca e provocando a dúvida.
          Eram dessa forma as comunicações; vinham os pensamentos, fixando atenção a eles, jogava-se na atmosfera a ideia do possível, mas os pensamentos negativos, infelizes e descrentes ao mesmo tempo eram jogados no ar, poluindo e formando placas densas chamadas miasmas. Havia o choque que fazia com que as respostas retornassem fracas àquele desejo de aceitação, por isso a grande rejeição às comunicações espirituais que geravam dúvidas e descrenças. Hoje, a troca de estímulo feita mais rapidamente pela velocidade das comunicações, principalmente a virtual é facilitadora para que pensamentos positivos, felizes, otimistas e de fé possam ser maiores e mais fortes dissolvendo essas placas e equilibrando a troca entre os dois mundos, os dos vivos materiais com os vivos espirituais.
          Quando uma mensagem trazida mediunicamente por forma direta de pensamento a pensamento é divulgada a tantos quantos a ela colocam fé, essa mensagem abre espaço para ajustar e firmar a crença definitiva no intercâmbio parceiro. Quanto mais mentes se deixarem tocar pelas mensagens sem barreiras nem defensivas, mais se ampliarão as possibilidades.
          Quando a fé é amplificada o retorno também é amplificado no desejo de conhecer, aumentando a confiança na autoridade dos comunicantes e suas intenções. É a mão do homem que manipulando a matéria, possibilita a mão Divina em enviar sem barreiras nem resistências suas mensagens através de seus mensageiros, distribuindo possibilidades, quebrando preconceitos, ajustando a ordem e dominando a amplidão.
          Assim, diminuindo o peso solitário dos missionários intercambistas. Comunicação virtual seja bem-vinda à comunicação espiritual!"  Irmão José.
Psicografia recebida em 22/03/2011.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Por que precisamos das leis?


          Outro dia, mais precisamente no carnaval quando estava indo para a Região dos Lagos e passava pela ponte Rio/Niterói percebi uma coisa que me deixou de boca aberta. Ao passar pelo pedágio, uma mocinha estava distribuindo de amostra grátis uma caixinha com suco natural desses com soja. Foi bem agradável, já que estava um transito horroroso e beber algo saudável era apreciável. Peguei a direção da Alameda São Boaventura em Niterói, mas primeiro temos que finalizar a ponte até alcançar a Alameda propriamente dita. O trânsito estava lento e pude observar a quantidade de caixinhas jogadas nos corredores laterais do viaduto, inclusive foram se acumulando lado a lado por ter um afundamento em todo o acostamento para que a água da chuva escorra.
          Sem exagero algum, deveriam ter centenas de caixinhas acumuladas em toda a descida desse viaduto até o começo da Alameda. Ou seja, as pessoas recebiam o brinde, dois para cada carro, como o trânsito estava lento, consumiam o líquido e literalmente jogavam carro a fora o “lixo” indesejado que em seus pensamentos iria “sujar” o veículo. Pode! E isso foi no sábado antes do carnaval que é na terça-feira, imagine esse trânsito, as caixinhas... Até acabar o feriado. Incrível, você ver pessoas em seus carrões despejando lixos pela estrada.
          Faço parte de uma instituição espírita de Saquarema que tem um trabalho de reciclagem do lixo. É bem bacana. Com esse incentivo já reciclo o meu lixo a quatro anos desde que foi criado. Mesmo morando agora no Município do Rio de Janeiro, ainda reciclo e levo para lá, pois o material é vendido e sua renda ajuda no departamento de assistência social.
          Não é difícil perceber o quanto o lixo desprezado de forma inconsequente trás malefícios para toda a humanidade. São enchentes provocadas por entupimentos dos ralos, rios e mares poluídos assassinando seus viventes, doenças, pragas e muito mais.
          Hoje pela manhã, quando estava aguardando para fazer um exame e assistia à televisão em um programa de um canal, contei o tempo que ficaram exibindo os momentos de Obama aqui no Brasil. Foram reprises e reportagens bobas de onde ele foi o que fez o que comeu, o que o pessoal da Rocinha achou etc.  Nunca vi uma disponibilidade neste horário "dito nobre" desse programa "dito recorde" de audiência dispensar tanto tempo mostrando, orientando e educando a sociedade quanto ao mínimo da importância em reciclar ou respeitar as leis.
          O povo precisa das leis porque não tem consciência nem mesmo que seus atos prejudicam a si mesmo. Então temos essas leis que parecem bobas, mas não são, mas que muitas delas não levam a nada.

          Você mostra um símbolo da coca cola para uma criança e ela, mesmo não sabendo ler, identifica na hora, mas mostra um símbolo da reciclagem para ela e ela não vai saber o que significa. Educamos para o erro, erramos porque não nos educaram. É o círculo vicioso atrasando a evolução da humanidade. E quando um deficiente físico com seu carro adaptado precisa ser resguardado pela lei em ter as vagas “guardadas” para ele, muitas vezes encontra-a preenchida por um deficiente moral que não respeita aquela lei “boba." 
          Precisamos de leis para que não extrapolemos em nossos atrasos morais, mas esse atraso nos mantém cegos não nos deixando percebê-las para obedecê-las e educarmos nossa conduta. E as caixinhas jogadas pelas janelas vão cobrindo o caminho e dificultando os passos da evolução. Muita paz e amor para todos.

domingo, 20 de março de 2011

AGIR VERSUS REAGIR

A pessoa inteira é um ator, não um reator. O colunista Sidney Harris conta uma história em que acompanhava um amigo a banca de jornal. O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção o amigo de Harris sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao jornaleiro. Quando os dois amigos desceram pela rua, o colunista perguntou:
    “Ele sempre te trata com tanta grosseria?”
     “Sim, infelizmente é sempre assim”.
     “E você é sempre tão polido e amigável com ele?”
     “Sim, sou”.
     “Por que você é tão educado, já que ele é tão indelicado com você?”
     “Porque não quero que ele decida como eu devo agir”.
A implicação desse diálogo é que a pessoa inteira é “seu próprio dono”, não se curva diante de qualquer vento que sopra; ela não está à mercê do mau humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros. Não são os ambientes que a transformam, mas ela que transforma os ambientes.
Muitos de nós, infelizmente, nos sentimos como um barco que flutua à mercê dos ventos e das ondas. Não temos firmeza quando os ventos se enfurecem e as ondas se encrespam. Dizemos coisas do tipo “ele me deixou enfurecido, você me incomoda, seu comentário me embaraçou terrivelmente, esse tempo me deprime, esse trabalho me aborrece, só de vê-lo fico triste”.
Reparem que todas essas situações estão fazendo alguma coisa comigo e com minhas emoções. Nada tenho a dizer sobre a raiva, minha depressão ou minha tristeza. E, como todas as pessoas, me contento em culpar os outros, as circunstâncias, a falta de sorte. A pessoa inteira, como Shakespeare a descreveu em Julius Caesar, sabe que: ”A falha, caro Brutus, não está nas estrelas, mas em nós mesmos...”.
Podemos nos levantar acima da poeira diária que nos sufoca e nos cega: é exatamente isso que é pedido a cada um de nós em nosso processo de crescimento como pessoa.
Não se trata aqui de sugerir a repressão de emoções ou a negação da plenitude da vida em nossos sentidos e emoções. A sugestão é equilibrar e integrar as emoções. Na pessoa inteiramente viva não pode haver nem o entorpecimento nem a entrega incondicional aos sentidos e emoções.
A pessoa inteira escuta e está em sintonia com seus sentidos e emoções, mas a rendição a eles significa abdicar do intelecto e da escolha; e são exatamente essas faculdades que tornam os seres humanos algo além de animais irracionais e algo aquém dos anjos.  Fonte: Português língua e cultura – Ensino médio – volume único – PNLEM 2009/2011 FNDE Ministério da Educação – Livro não consumível.

          Queridos amigos, pode parecer que ando sem imaginação para construir meus textos explicitando minhas ideias, mas não é isso não. Sabemos que o assunto ao qual discorro neste blog é bastante rico e percebi que seria uma ótima oportunidade para apresentar textos que me fizeram muito feliz em apreciá-los.
Com o devido respeito aos seus autores, me coloco na obrigação de dividi-los com vocês. São pinceladas preciosas que encontramos aqui e ali escondidas e aguardando que as descubram.
          Vou confessar uma coisa; sou fascinada por todos os livros de língua portuguesa das fases escolares. Destrincho todos eles e me deleito com seus textos maravilhosos onde os estudantes têm a oportunidade de conhecê-los e trabalha-los em interpretações onde puxam pela criatividade e capacidade deles.
          São textos de jornais, revistas, trechos de livros de nossa literatura tradicional e moderna. São pérolas que os autores disponibilizam nos livros didáticos. Amo, principalmente os livros de Português e Literatura. Passei e ainda passo minha vida a esmiuçá-los com voracidade. Então pensei em vez por outra disponibilizar no blog essas narrativas inteligentes e adoráveis que nos fazem pensar, viajar, sonhar e que servem de análise para nosso comportamento muitas vezes não apreciável.
Que os autores me perdoem e me cobrem os direitos autorais, mas se é bom, então devemos compartilhar.
Paz e muito amor para todos. Valéria Ribeiro.

sábado, 19 de março de 2011

O Obsidiado

"As imperfeições morais do obsidiado constituem, frequentemente, um obstáculo à sua libertação."
(O Livro dos Médiuns, Allan Kardec. Item 252)

"Obsidiado - Obsesso: Importunado, atormentado, perseguido. Indivíduo que se crê atormentado, perseguido pelo demônio. FERREIRA, Aurélio Buarque de Olanda. In: Novo Dicionário da Lingua Portuguesa.Rio de Janeiro: Nova Fronteira. s/d. pág.988.

Obsidiados - Todos nós o fomos ou ainda somos.

          Desde que não conseguimos a nossa liberdade completa; desde que ainda não temos a nossa carta de alforria para a eternidade; desde que caminhamos sob o guante de pesadas aflições que nos falam de um passado culposo e que ressumam sombras ao nosso redor; desde que ainda não temos a plenitude da paz de consciência e do dever cumprido; desde que somos forçados, cerceados, limitados em nosso caminhar e constrangidos a suportar presenças que nos causam torturas, inquietações, lágrimas e preocupações sem conto, é porque, em realidade, ainda somos prisioneiros de nós mesmos, tendo como carcereiros aqueles a quem devemos. Estes, que hoje se comprazem em nos observar - a nossa nuvem de testemunhas -, manter e forçar a que permaneçamos no cárcere de sombras que nós mesmos construímos.

Prisão interior. Cela pessoal - Nos diz Joanna de ângelis -, onde grande maioria se mantém sem lutar por sua libertação, acomodada aos vícios, cristalizada nos erros. Cela da qual o Espiritismo vem nos tirar, com seus ensinamentos que consolam, mas sobretudo, que libertam.

Obsidiados! cada um deles traz consigo um infinito de problemas que não sabe precisar.

Queridos amigos, Todo este texto acima foi retirado da apostila da FEB em sua campanha de estudos sistematizados da doutrina espírita Programa V roteiro nº 38 (Aspectos científicos).
Estas apostilas não são mais editadas, agora eles oferecem coleções em livros. Não sei lhes dizer se as informações são as mesmas em aspecto de composição didática.
Resolvi transcrever essa página porque muito me tocou.
           Fala-se muito em obsessão, obsessor, obsidiado de uma maneira culposa e doentia. Esquece-se que tanto para quem obsedia quanto para o obsidiado os conflitos internos são consequências das suas prisões nos sentimentos de culpas que os fazem entrarem na roda odiosa da vingança e do sofrimento.
     Todos nós fomos vítimas de maus direcionamentos, explorações, subjugações e torturas diversas físicas e mentais, séculos afora nos tornando prisioneiros de nós mesmos que seguimos com nossos "fantasmas" que muita vez são nossas próprias sombras.
     Falar em curar um obsidiado sem falar em libertá-lo de seus cárceres é a mesma coisa que tirar o doce da criança para que ela não tenha cárie, pois a vontade será mais forte que a disciplina, e enquanto não educar o ser, informando e esclarecendo-o da responsabilidade que carrega quanto à lei de causa e efeito, onde a aceitação do erro e o desejo do acerto estão intrínsecos no livre arbítrio, teremos obsessores e obsidiados dando-se as mãos em conformidade com seus erros e sofrimentos transitando inconscientes vida a fora, pois todos são culpados ao mesmo tempo que são vítimas. Muita paz e muito amor. Valéria Ribeiro.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Por que é tão difícil manter uma amizade?


Bons momentos para todos.

Por que é tão difícil manter uma amizade?

Na minha vida, esta pergunta foi sempre acendida em minha mente, quando na continuidade da existência as amizades vinham e iam escorrendo rio abaixo. Algumas vezes despercebidamente, outras vezes dolorosamente. 
Incontáveis “amigos” fizeram parte de minha vida, onde a peneira natural se encarregava de separar o que seria aproveitável ou não. 

Amizade, expressão que nos indica sentimento de afeição que aproxima as pessoas em estima, respeito e amor. Muitas vezes apresentamos estes sentimentos por alguém de forma banal onde sua consequência é o equívoco desse pensamento que leva às grandes decepções. Não sabermos abrir nosso coração com sinceridade e simplicidade.
Apostamos nossas fichas naquele ser que inicia uma aproximação conosco resultada de alguma atração simultânea. Seja nas preferências, seja na religião, seja na convivência que aos poucos vai identificando e formando as empatias. Muitas vezes confiamos demais.
No decorrer da vida e das experiências transitórias, esbarramos com “possíveis” amizades que poderão ou não ser levadas até o fim da nossa existência na matéria, muitas vezes continuando na existência espiritual (para quem acredita é claro). Eu conheci muitas pessoas que se diziam meus amigos, alguns me lesaram, outros me traíram, outros me abandonaram, outros me enganaram, outros me deram alegrias, me ensinaram, me transformaram e me valorizaram. Nestes todos, um mínimo seguiu comigo até hoje. Mínimo mesmo. Dentre eles, estão alguns que se classificam de alguma forma nos itens “prejudiciais”, mas que a vida quis que continuassem junto de mim. 

Não são só os bons e sinceros que são necessários ao nosso convívio íntimo, os “amigos da onça” também são necessários para que aprendamos a viver.
Em minha opinião, manter uma amizade é difícil porque não sabemos respeitar os limites do outro, julgando e tentando transformar suas opiniões, atitudes e escolhas. Nas amizades nocivas, podemos quando conseguimos, nos neutralizar dos malefícios exemplificados e ajudar o outro a encontrar o melhor caminho com amor e paciência, sem que precisemos nos influenciar com as escolhas erradas do amigo em questão. 
Somos também responsáveis pela divulgação do bem e do bom e nossa influência pode ajudar a melhorar o outro, mas se houver resistência, devemos respeitar o livre arbítrio do mesmo, e dessa forma seguir adiante.
Quando conhecemos alguém, apostamos em nossas expectativas com relação às respostas que esse alguém nos envia. Queremos aprovação geral com pactos de fidelidade e colaboração irrestrita. No primeiro momento, avaliamos e testamos os principiantes com inúmeras “armadilhas” inconscientes ou não, onde caso ele não passe no teste, descartamos e voltamos nossa atenção ao próximo. 
Não respeitamos a bagagem que esse principiante do rol de nossas amizades traz. Sei que existem exceções, mas no geral, podemos dizer que fazer amizade é ir à caça de troféus que guardamos egoisticamente em nosso coração. Por isso, fazer e manter uma amizade realmente pura é dificílimo. De qualquer forma, precisamos destas experiências para crescermos.  

As amizades livres de julgamentos e puras, só são conquistadas ao longo das existências, onde as almas se reconhecem e se amam. No geral, mantemos o “coleguismo” que nos acompanha vida a fora, e caso esbarrem conosco e fiquem por um tempo, é porque era preciso, pois esse transitório relacionamento parte de uma necessidade de ajuda na evolução de cada um. 

Nascemos sós, crescemos sós, morremos sós, mas a bagagem passada de uns para outros serve de coadjuvante na evolução da humanidade. 

Amizade boa ou ruim, transitória ou duradoura, todas são importantes para que na filtragem dos sentimentos, o mais puro prevaleça até a eternidade.
Amigos, colegas, companheiros ou simplesmente o oi da fila do banco nos favorece na evolução para a felicidade que nós almejamos e que a Divindade nos favorece na imortalidade da alma na eternidade da vida.
Paz e muito amor para todos. Valéria Ribeiro.

terça-feira, 15 de março de 2011

Bondade ou conivência?




Estamos a todo instante procurando elevar nossos sentimentos e a primeira coisa que fazemos é tentar “aceitar” tudo e “desculpar” a todos. É um equívoco, pois a conscientização na elevação de nossos atos não pode estar vinculada à conivência com a desculpa de que precisamos ser tolerantes e bondosos com todos e com tudo.
A elevação espiritual nos diz que também somos responsáveis pela transformação nas atitudes de maneira geral. Aceitar tudo por querer domesticar nossa atitude para a bondade é um erro. Se você aceita a atitude errada do próximo está ajudando-o a estimular seu comportamento errôneo não o ajudando a perceber que seu comportamento é prejudicial e precisa ser mudado.
Vou dar um exemplo simples do trânsito; Quando o trânsito está pesado por algum motivo e precisamos seguir uma linha por causa de um engarrafamento provocado por uma obra ou mesmo por um acidente, muitos motoristas seguem pelo acostamento, ultrapassam num ato forçado pela direita e têm muitas outras atitudes descabidas. Nós, que já estamos num processo de conscientização e respeito com tudo e todos, achamos que é gentil, bondoso e certo dar a frente para esses “espertinhos” que nos emparelham. Não permitir a sua entrada para nós é não ser caridoso e achamos que não cabe a nós “educa-lo” então eles entram e se acham certos seguindo sem ao menos ter tido o trabalho para se colocar em posição correta na fila, onde aquele que respeitou pacientemente fica prejudicado.
Isso se aplica nas filas, nos condomínios, nos departamentos principalmente os públicos e em muitas atitudes da convivência humana. São os chamados aproveitadores e espertinhos que tiram vantagens em qualquer situação.
Praticar nossa elevação espiritual não é ser conivente com os erros, pois perdoar não é aceitar o que não é certo. Nosso compromisso com a sociedade e com a natureza em si é também contribuir para a sua conscientização de maneira geral. Não estou dizendo que devemos ser promotores e juízes para com tudo, mas precisamos demonstrar com segurança e bondade que aquilo que observamos de equivocado está errado. Permitir o erro é incentivar aquele erro. Somos responsáveis pela conscientização do certo. Com respeito, gentileza e sabedoria. Isso se aplica na educação de nossos filhos, nas atitudes erradas de nossos amigos e na sociedade em geral. Se amamos cuidamos, educamos e queremos o melhor. Vestir a máscara da falsa bondade onde sorrimos para tudo e para todos é atrasar a evolução própria e geral. Nosso Mestre era só bondade, mas adotava o sim, sim, não, não e sempre que ajudava alguém aconselhava “vá e não peque mais” isso era uma forma de mostrar àquela pessoa que ela estava errada e que precisava mudar. Portanto, vamos adotar a autenticidade demonstrando que temos consciência do certo e do errado e também temos senso crítico para demonstrar ao outro sua atitude equivocada. Podemos sim denunciar, mesmo que anonimamente, uma violência observada, uma agressão à natureza de maneira geral, uma atitude de desrespeito ao próximo, uma atitude equivocada do próximo na rotina geral e etc.
Dizem que o verdadeiro amigo não julga. Em minha opinião o verdadeiro amigo alerta o amigo para as atitudes erradas e ajuda o amigo a perceber o certo, pois caso contrário ele faz o papel de “amigo da onça”. Muitas pessoas têm dificuldades em raciocinar no que é certo e as facilidades os deixam mais a vontade para continuarem com seus erros muitas vezes inconscientes, pois não foram despertados para o que é correto.
Então meus amigos, vamos tirar as máscaras adotando a autenticidade em nossas atitudes perante as nossas responsabilidades com o mundo. Somos todos educadores uns dos outros sem arrogância, sem personalismo, sem desamor. Paz e muito amor para todos. Valéria Ribeiro.